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Em MT, 37 crianças de 0 a 10 anos morreram por Covid-19

Sociedade Brasileira de Pediatria emitiu nota de repúdio em que alerta que a vacina contra a Covid-19 previne a morte, a dor, sofrimento, emergências e internação em todas as faixas etárias

09/01/2022 às 12h38 Atualizada em 10/01/2022 às 09h36
Por: Redação 3 Fonte: DIÁRIO DE CUIABÁ
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Em MT, 37 crianças de 0 a 10 anos morreram por Covid-19

Base de dados da Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT) mostra que ao menos 37 crianças de zero a 10 anos já morreram em decorrência da Covid-19, em Mato Grosso. Os casos representam 0,28% do total de óbitos registrados em decorrência da doença desde o início da pandemia do novo coronavírus no Estado.

Do total, 33 vítimas têm de zero a seis anos e, as demais (4), entre seis a 10 anos. Também 17 são do sexo masculino e 16 do sexo feminino. De acordo com painel epidemiológico da Ses-MT, o primeiro óbito trata-se de um menino, de 6 anos, morador de Sinop (503 km ao Norte de Cuiabá) e ocorreu em 13 de junho de 2020.

O mais recente é de um bebê de menos de um ano de idade, que morreu no dia 4 de janeiro deste ano, em Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte de Cuiabá). Os casos entre a população infantil que perdeu a luta para a Covid-19 estão distribuídos por 25 municípios mato-grossenses.

Aqui no Brasil, epidemiologistas afirmam que, embora o coronavírus seja mais perigoso para adultos, nenhuma doença para a qual existe vacina mata mais crianças do que a Covid-19. No país, o Ministério da Saúde (MS) registra 308 mortes de brasileiros de 5 a 11 anos.

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De acordo com especialistas, a inclusão do público infantil no plano de imunização é uma maneira de protege-las contra a doença e frear o avanço do vírus. Os estudos apontam ainda que crianças não vacinadas correm mais risco de adoecer pela doença e de repassar o vírus a outras pessoas, situação que alimenta o surgimento de novas variantes. Também já demonstraram que crianças infectadas podem desenvolver a Síndrome Inflamatória Multissistêmica (SIM), manifestação grave da infecção que pode levar à hospitalização e causar sequelas. 

Na última semana, o Ministério da Saúde inclui a faixa etária dos cinco aos 11 anos no Plano Nacional de Operação (PNO) contra a Covid-19, após a aprovação da imunização com a vacina da Pfizer, específica para crianças, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A expectativa é de que a aplicação das doses nesse grupo pediátrico comece nos próximos dias.

NOTA DE REPÚDIO – No último dia 6 de janeiro, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu uma nota de repúdio “diante de comentários de autoridades sobre possíveis riscos decorrentes da imunização de crianças de cinco a 11 anos contra a Covid-19.

No documento, a SBP lista cinco pontos em defesa da imunização. A primeira delas é de que a “população não deve temer a vacina, mas, sim, a doença que ela busca prevenir, bem como suas complicações, como a Covid longa e a Síndrome Inflamatória Multissistêmica”.

Segundo que o acesso das crianças à vacina contra a Covid-19 é um direito que deve ser assegurado ao grupo infantil. “Até o momento, os estudos realizados apontam a eficácia e a segurança da vacina aplicada na população pediátrica, a qual é fundamental no esforço para reduzir as formas graves da Covid-19”, frisa.

Por último a SBP, destaca que “a vacina previne a morte, a dor, sofrimento, emergências e internação em todas as faixas etárias. Negar este benefício às crianças sem evidências científicas sólidas, bem como desestimular a adesão dos pais e dos responsáveis à imunização dos seus filhos, é um ato lamentável e irresponsável, que, infelizmente, pode custar vidas”.

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