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OPINIÃO JOSÉ PEDRO GONÇALVES

Caquistocracia

Significa “governo dos piores” e ganhou um fôlego com eleição de Bolsonaro

11/01/2022 às 08h08
Por: Redação 3 Fonte: JOSÉ PEDRO GONÇALVES
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Caquistocracia

Derivada do grego kakistos (superlativo de “mau”) e kratos (“poder”), a palavra significa “o governo dos piores”. Inventada no século XVII para descrever a ascensão política de cidadãos menos qualificados ou menos escrupulosos, ela ganhou um novo fôlego com as eleições de Donald Trump e Jair Bolsonaro. Fonte: Le Monde Diplomatique Brasil.


Eis uma verdade! É indiscutível que este País foi dominado pelos caquistocratas empedernidos que se manifestam com tanto despudor, como se fossem proprietários da verdade suprema, aquela que a filosofia denomina de apodítica, verdade que não pode ser refutada, nem discutida, verdadeiramente um dogma.


Os exemplos não faltam, aliás, fartam, no mesmo patamar das mentiras propaladas a quatro ventos pelo demiurgo, o criador das mais inacreditáveis de todas elas. Desde a folclórica ‘jacareização’ que a vacina provoca, até a mais atual, que vacina mata criança. Foi necessário criar um neologismo para tentar explicar os desvarios do suserano, aquele que acredita estar dirigindo um feudo medieval no Brasil Central. Só os suseranos acreditavam que detinham todos os poderes possíveis, até mesmo aqueles poderes improvisados para atender a um específico desejo, fruto de alguma alucinação.


O despreparo, em todos os sentidos possíveis para essa palavra, é a tônica mais evidente que se manifesta em suas divagações atentatórias à realidade, que se manifestam evidentes até para os cegos. Para tentar camuflar a sua miserabilidade intelectual, montou um ministério teoricamente de técnicos de alto nível, mas... (esta conjunção me persegue sempre) quando qualquer um deles se manifestasse desobedecendo os seus desvarios, era imediatamente excluído por traição.

 

Vide o caso do Juiz Sergio Moro, que diante das câmeras de tvs do mundo inteiro recebeu a promessa de que ele teria autonomia plena, carta branca, mas (olha ela aí de novo) à primeira discordância, esse juramento, essa promessa universal, não foi cumprida, demonstrando claramente a sua falta de caráter e de dignidade. Certamente deve ter orgasmos quando mente com tanta descaração.  


Outro exemplo paradigmático ocorreu no Ministério da Saúde. Quando o Ministro Luiz Henrique Mandetta, de forma competente e ética, tentou assumir o comando da Pandemia e, em função disso, passou a frequentar a mídia de forma quase permanente, o menino birrento e enciumado, cheio de invejas, o demitiu porque, mesmo sob intensa pressão, não abdicou de seu papel constitucional de defender a saúde e a vida. O mesmo aconteceu com o seu substituto, o Ministro Nelson Teich.

 

A dignidade e o caráter não se submetem e jamais traem os princípios pessoais, nem os da ciência.  


Para poder exercer livremente o seu “poder” no Ministério da Saúde, nomeou um General, que mais desmoralizou o Exército do que produziu algo proveitoso para a saúde do povo brasileiro, prova absoluta da prevalência da caquistocracia.


O Ministério da Saúde espalhou tantas doenças, especialmente as doenças morais, que o tal General, um jabuti que veio para o cerrado, foi obrigado a abandonar a sinecura que comandava. Enfim um médico no Ministério da Saúde! Que engano!


Um senhor, que pode ser chamado de biruta de aeroporto, muda de direção conforme o vento. Neste caso, conforme o hálito salivoso do fabricante de jacaré. Seu Queiroga, que presidiu e apunhalou uma instituição respeitada no Brasil inteiro, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, ao engraxar a dobradiça que deve ter na sua coluna vertebral para dobrar com mais facilidade e se ajoelhar para a cerimônia de beija-botas cotidiano exigidos pelo suserano.


E assim foi! E assim continua sendo!


Hoje o Ministério da Saúde detêm o recorde histórico de descumprimento de sua missão, o maior incremento de morbimortalidade por incompetência e irresponsabilidade. Exemplos não faltam: os medicamentos utilizados para evitar rejeição em casos de transplante renal, o micofenolato de sódio, que é fabricado pelo Laboratório Químico Farmacêutico do Exército, esteve em falta, porque fabricava cloroquina.


“Durante os meses de novembro e dezembro de 2021, 3.303 pacientes relatam a falta de medicamentos nas farmácias de alto custo de todo o Brasil Entre os dias 1º de novembro a 14 de dezembro...” Fonte: Arquivos Bio-Notícias - Biored Brasil. Sem falar nas vacinas que faltam em toda a Rede do PNI. Dessa forma, o nosso tão querido, respeitado e sério Ministério da Saúde tornou-se o padrão ouro de incompetência, defendendo teses que o mundo inteiro condena e abomina, o que nos tornou alvo de chacota universal. Sem falar que ninguém acredita em seus dados estatísticos.  


Infelizmente, até o Conselho Federal de Medicina foi tomado pela caquistocracia. Então vejamos o voto do CFM em reunião do CONITEC - Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, aprovando a cloroquina para tratamento precoce de COVID 19. Por essa razão, o Seu Queiroga prossegue em sua campanha para as eleições de 2022 e na destruição da dignidade da medicina, sob os olhares complacentes e acumpliciadores do Presidente do CFM.

 

Vale perguntar, e os outros membros? São mudos, surdos, ou, o quê? O destino mais adequado do Seu Queiroga é a cassação do diploma de médico por crime continuado contra o nosso Código de Ética.


O Ministério do Meio Ambiente foi possuído por uma alma penada que só fez penar cada elemento vivo do nosso mundo natural. Saiu, Graças a Deus, deixando um legado de indecências e minas plantadas com o intuito de destruir o nosso Pantanal e os outros biomas nacionais. Parece que o seu lugar continua vazio, pois não se ouve falar em coisa alguma sobre a questão ambiental.

 

Além do que, a participação do Brasil na COP 26 foi muito além do ridículo, da canastrice despudorada e da assunção da mentira como política ambiental.


Vejamos o Congresso Nacional. Tomado de assalto por caquistocratas de quatro costados, acostumados às tratativas noturnas e trevosas, mantém-se agrupado como uma coorte romana em defesa de seus exclusivos interesses, como se essa fosse a sua missão constitucional. Criações, inventivas, fabulações onde a falta de respeito só é menor do qua ausência de escrúpulos. Uma das mais “criativas” foi o tal orçamento de relator.

 

Uma conjuração muito bem urdida por predadores do erário público, para atender os personalíssimos interesses paroquiais, em detrimento da função institucional de um parlamento. O nossos deveria mudar o nome para Pralamento.


Não se ouve nenhuma voz gritando em defesa real do povo. Alguns tentam sussurrar aos ouvidos de poucos, provavelmente para garantir a manutenção de seus pequenos feudos eleitorais, cujo nome real ainda é curral. Talvez tenham medo de escândalos, mas se calam diante da escandalosa vampiragem do dinheiro do povo. Eis um modelo de gestão pública fundada na caquistocracia.


E assim acreditam que estão construindo uma Nação para todos, onde o sentido desta palavra só consegue abarcar aqueles que pensam e acreditam nesses seres que só se manifestam em um espaço próprio, as redes sociais.  

José Pedro Rodrigues Gonçalves é doutor em Ciências Humanas.

 

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