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POLÍTICA DESVALORIZADOS

Governador menospreza policiais penais: “querem se comparar com PJC”

Durante todo o movimento grevista, o governador provocou a categoria com insinuações e ataques, demonstrando considerá-la secundária

12/01/2022 às 17h06 Atualizada em 13/01/2022 às 11h18
Por: Redação 3 Fonte: MINUTO MT
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Governador menospreza policiais penais: “querem se comparar com PJC”

Mesmo evitando falar sobre questões que envolvem a greve recente dos policiais penais, o governador Mauro Mendes (DEM) respondeu sobre o assunto em entrevista à rádio CBN Cuiabá, ontem (11), e não perdeu a oportunidade de, novamente, menosprezar a categoria.

O chefe do Executivo disse que irá tratar do assunto com muito cuidado, tendo em vista as contas do estado. Todavia, Mendes deixou claro que não gostou da categoria comparar seus trabalhos com a da Polícia Civil e Militar, ignorando as conquistas dos policiais penais e nova legislação que os ampara.

“Eles querem se comparar com a Polícia Civil, mas são carreiras diferentes, concursos diferentes”, disse o governador, deixando claro que entende os penais como um segmento de segundo escalão dentro da Segurança Pública.

Nas últimas semanas do mês de dezembro, o conflito grevista tomou conta dos ânimos de secretários da Casa Civil, Segurança e Planejamento. Os policiais penais entraram em greve em dezembro e suspenderam o movimento na semana passada com a promessa de uma reunião com representantes do Palácio Paiaguás.

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A greve permanece suspensa e uma nova assembleia está agendada para fevereiro. “O Governo vai sempre dialogar e quando possível fazer alguma coisa. Mas se for impossível, vamos explicar e fazer o que é melhor para o conjunto da administração”, acrescentou.

Mauro, durante a entrevista, até reconheceu que o salário pode estar abaixo do esperado, mas argumentou que em pouco tempo de trabalho o vencimento sobe, ressaltando a progressão de carreira. “A Polícia Penal têm um salário inicial que é baixo, sim, no início da carreira, mas logo após três anos vai subindo. Hoje, o salário médio da Polícia Penal é muito próximo da Polícia Militar”, garante, o que é desmentindo por representantes da categoria, que iniciam a carreira com pouco mais de R$ 2 mil (líquidos).

Durante todo o movimento grevista, o governador provocou a categoria com insinuações do tipo “eles queriam tanto ser policiais penais e está na Constituição que policial não pode fazer greve”, dentre outras manobras persuasivas, citando casos isolados de policiais em fim de carreira que ganham próximo de R$ 11 mil (bruto) para jogar a população contra os grevistas.

Enquanto se desenrolava a disputa de versões entre o Executivo Estadual e os sindicalistas da polícia penal, O Ministério Público Estadual – MPE e o próprio Judiciário de Mato Grosso manifestaram-se contrários ao movimento grevista, bloqueando contas e cortando ponto de trabalhadores, o que revoltou a categoria.

“Se as duas partes não se entendem (categoria e Governo), o razoável era que o MP e o Judiciário interviessem como conciliadores, mas isso não ocorreu. É uma tratativa unilateral (…) (O Governo) aposta todas as fichas que o MPE e no Judiciário acabem com os servidores e destruam o sistema penitenciário”, acusou o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso – SINDISPEN, Lucivaldo Vieira de Sousa, em entrevista exclusiva ao MINUTO MT.

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