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POLÍTICA EDITORIAL

Mauro Mendes, o inimigo número 1 do meio ambiente e do pantanal mato-grossense

Governo defende empreendimento que pode acabar com pantanal e que fará 17 intervenções de dragagem no leito do Rio Paraguai

27/01/2022 às 08h03 Atualizada em 27/01/2022 às 08h24
Por: Redação
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Governador Mauro Mendes (DEM) posa de bom moço na COP26, mas
Governador Mauro Mendes (DEM) posa de bom moço na COP26, mas "passa a boiada" na Sema-MT

Enquanto faz viagem internacional às custas do contribuinte, como na caso da COP-26, o governador Mauro Mendes (DEM) se empenha em "passar a boiada" e e carimbar sua administração como destruidora do meio ambiente.

O exemplo mais recente e absurdo foi a aprovação, ontem, pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), presidido pela secretário de Estado de Meio Ambiente, da licença prévia para construção de um porto que deve acelerar o processo de destruição do pantanal, causando grandes prejuízos à fauna e flora local.

O empreendimento deve impactar também a vida de ribeirinhos, indígenas e prejudicar o turismo no local.

A defesa do governo ao empreendimento é a prova mais cabal de que Mauro Mendes e sua gestão estão pouco se lixando para o pantanal e para o meio ambiente.

O absurdo ganhou às páginas nacionais, incluindo um protesto do jornalista André Trigueiro, da TV Globo, especialista em meio ambiente. Segundo ele, a autorização do Governo Mauro à destruição é um "pá de cal no pantanal".

 
 
 
 
 
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O projeto prevê que além do porto, haverá 17 intervenções de dragagem no leito do Rio Paraguaia para comportar grandes embarcações, o que vai gerar um imenso dano à natureza local.

Nem mesmo as 111 irregularidades apontadas pela própria Sema foram suficientes para frear e sanha destruidora do empreendimento chancelado pelo Governo Mauro.

É o típico "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faça".

Curiosamente, na mesma semana em que o Consema, que além de ser presidido pela chefe da Sema tem em sua esmagadora maioria representantes de secretarias estaduais, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), na contramação da destruição proposta pelo governo Mauro, proibiu a instalação de hidrelétricas no leito do Rio Cuiabá, dentro da municipalidade da Capital.

Enquanto Mauro se empenha em destruir o meio ambiente, pelo menos em Cuiabá, o prefeito faz a sua parte em defesa do meio ambiente.

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