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Cuiabá - MT

POLÍTICA R$ 468 MILHÕES

Empresa alvo da Lava Jato ganha contrato milionário do BRT em Mato Grosso

Consórcio liderado pela Nova Engevix foi contratado por RDC para tocar obras BRT em Cuiabá e VG por R$ 468 milhões

17/03/2022 às 11h24 Atualizada em 24/03/2022 às 11h34
Por: Alexandre Aprá
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Abandono das obras do VLT foi defendido pelo governador Mauro Mendes (DEM)
Abandono das obras do VLT foi defendido pelo governador Mauro Mendes (DEM)

O Consórcio Construtor BRT Cuiabá, empresa contratada por R$ 468 milhões pelo Governo de Mato Grosso para construção do BRT em Cuiabá e Várzea Grande, é liderado pela empresa Nova Engevix Engenharia e Projetos S/A, que foi alvo da Operação Lava Jato e teve R$ 300 milhões bloqueados pela Justiça Federal em 2020, sob acusação de desvio de recursos em obras da Petrobrás.

Lava Jato: Justiça determina bloqueio de R$ 300 milhões do grupo Engevix

Além da Nova Engevix, o Consórcio é formado pelas empresas Heleno & Fonseca Construtécnica S.A. e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda. A partir de agora, a empresa terá um prazo de um dia útil para apresentar a documentação comprobatória exigida pelo edital.

A contratação foi realizada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCi), na qual a empresa vencedora será responsável pela elaboração dos projetos básicos e executivos de engenharia, de desapropriação, obtenção de licenças, outorgas, aprovações e execução das obras de implantação do corredor do BRT

De acordo com o secretário adjunto de Obras Especiais da Sinfra-MT, Isaac Nascimento Filho, esse é um dos ganhos promovidos pelo RDCi. “Agora teremos a fase de habilitação de documentos e logo a assinatura do contrato e o início dos serviços. Isso representa um ganho para a sociedade, que terá um modal melhor técnica e economicamente”, afirmou.

O consórcio apresentou proposta de R$ 468.031.500,00, o que representa um desconto de 2,59% em relação ao valor de referência da obra, que era de R$ 480.500.531,82. 

No valor da obra também estão inclusas as construções de 46 estações, de um terminal na região do Coxipó e outro no CPA, e a reconstrução do Terminal André Maggi, em Várzea Grande. Será construído ainda um viaduto para passagem do BRT na rotatória das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Beira Rio, uma nova ponte sobre o Rio Coxipó, a criação de um parque linear na Avenida do CPA, a requalificação do Largo do Rosário e demais adequações no trânsito.

Segundo o secretário adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano, Rafael Detoni, o BRT vai promover uma mudança na mobilidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande. “Na prática a gente tira o volume de ônibus dos bairros para o centro. É um ganho em agilidade, velocidade operacional, que se traduz em menor tempo no trânsito”.

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