Segunda, 27 de Junho de 2022
16°

Alguma nebulosidade

Cuiabá - MT

CURTO E GROSSO OPERAÇÃO CATARATA

Luiz Soares sentia-se injustiçado com ações propostas pelo MP a poucos dias das eleições de 2018

Operação Catarata, conduzida pelo promotor Mauro Zaque, foi deflagrada a menos de um mês do pleito de 2018 e colocou ex-secretário no banco dos réus

16/06/2022 às 09h22
Por: Redação
Compartilhe:
Ex-secretário de Saúde, Luiz Soares, que morreu nesta quinta-feira (16)
Ex-secretário de Saúde, Luiz Soares, que morreu nesta quinta-feira (16)

O ex-secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares, que morreu após sofrer um infarto na madrugada desta quinta-feira (16) em Cuiabá, reclamava com frequência aos amigos próximos que sentia-se injustiçado com ações propostas pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra si a poucos dias das eleições de 2018.

Trata-se das açãos decorrentes da Operação Catarata, conduzida pelo promotor Mauro Zaque, e que questionava a realização de cirurgias de catarata na Caravana da Transformação.

Mauro Zaque havia sido secretário de Segurança Pública na gestão do ex-governador Pedro Taques, mas acabou virando seu desafeto após denunciar o caso dos grampos clandestinos. No pleito de 2018, Taques concorria à reeleição junto com o atual governador Mauro Mendes (UB).

Em uma das ações, o MP pediu pediu a condenação por improbidade administrativa de Luiz Soares, além da perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos e pagamento de multa civil no valor de R$ 1,8 milhão.

A defesa do ex-secretário, patrocinada pelos advogados Ussiel Tavares, José Antonio Rosa e pelo próprio ex-governador Pedro Taques que hoje atua como advogado, considera que não há provas de nada ilícito nas ações propostas pelo MP.

O caso ainda será sentenciado pelo Poder Judiciário.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.