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OPINIÃO JAQUELINE FRANÇA

Orgulho Autista – uma data de reflexão

Dia 18 de junho foi comemorado o Dia Mundial do Orgulho Autista

21/06/2022 às 13h45
Por: Readação 2 Fonte: JAQUELINE FRANÇA
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Orgulho Autista – uma data de reflexão

Dia 18 de junho foi comemorado o Dia Mundial do Orgulho Autista. É uma forma de sensibilizar à sociedade sobre os vários aspectos e peculiaridades de pessoas com diagnóstico de autismo. 

Essas, muitas vezes desde a infância, pelo jeito de falar, a introspecção, as dificuldades neurossensoriais, acabam sendo vítimas de bullying apenas porque o funcionamento do cérebro é diferente das demais pessoas consideradas típicas.   

Bem verdade, hoje se sabe que o autismo não é uma doença, como já foi considerada no passado. Trata-se de um transtorno de desenvolvimento de amplo aspecto, em maior ou menor grau no que diz respeito a interação social, comunicação e comportamento. E que atinge 70 milhões de pessoas no planeta, sendo dois milhões no Brasil nessa condição.   

São condições e características especiais, muitas das vezes, desafiadoras tanto para os familiares quanto para a própria pessoa dentro do Espectro Autista, mas que também tem suas recompensas únicas. Sim, isto porque com o ambiente propício que atendem suas necessidades e com as terapias adequadas, a pessoa com autismo pode vir a ter uma vida independente, dependendo do grau de suporte. Ao conseguirem desenvolver suas habilidades, em geral, a que gosta de fazer repetidamente, se torna especialista em determinada área como nenhuma outra pessoa.   

Entender, se permitir e, acima de tudo, respeitar a diferença é o que se busca com essa data de reflexão. A data chama a atenção também sobre as condições que o Estado oferece as pessoas com autismo e suas famílias, de uma forma ampla, sistêmica, abrangendo os diversos aspectos da vida.  

Ou seja, ter o respaldo do Poder Público e da sociedade em geral com ações que necessariamente haja a inclusão e aceitação de pessoas dentro do espectro como ela é. Sem mudar uma vírgula, sem tirar um movimento repetitivo, sem querer desligá-la de um hiperfoco ou forçá-la a sair de seu isolamento. Que não seja motivo de chacota a sua estereotipia, mas que, nessas ações um pouco fora do “normal”, sejam reconhecidos o anseio e vontade daquelas pessoas de estar ali e de interagir com o outro. Do seu jeitinho.   

Desta forma, em busca de mudar a visão negativa da sociedade sobre o autismo ao compreender-se melhor a neurodiversidade  não num contexto de doença, mas de diferença onde há amor, carinho e, claro, muito orgulho. Orgulho de ser autista! 

Jaqueline Adriany de França é psicóloga, consultora sênior trainer.

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