A adolescente M.E.B.A.S, de 15 anos, afirmou em depoimento à Polícia Judiciária Civil (PJC) que o seu pai, Elcio Ocimar Aires da Silva, de 54 anos, pode ter sido ajudado pela sua mãe, que não teve a sua identidade divulgada, a invadir a residência onde estava dormindo na madrugada da terça-feira (21), em Diamantino (a 202 km de Cuiabá). O homem tentou estuprá-la, a agrediu e tentou matá-la.
A sua prima maior de idade, Raíssa Santos Araújo, estava junto com a adolescente no momento dos fatos e também foi agredida. Raíssa possui a guarda da menor, após Elcio perder o direito por já ter estuprado a filha.
Em seu relato, M.E afirma que a sua mãe tinha conhecido do crime de estupro praticado e acredita que a genitora pode ter ajudado na execução do crime, já que ela foi encontrada nas redondezas.
“[relata] Que reside com a sua representante legal, a qual possui sua guarda provisória, em razão de ter sido vítima de crime de estupro praticado pelo seu genitor, e que sua genitora tinha conhecimento desses fatos. [...] Que, acredita que sua mãe estava junto de seu pai, pois a mesma foi localizada nesta região e encaminha à delegacia; Que também era muito trabalhoso para seu pai conseguir colocar uma escada sozinho para subir na janela, bem como estava com ferramentas pesadas”, relatou, em trecho do depoimento.
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O crime ocorreu nas proximidades do KM 575, da BR-364 - motivo pelo qual a PRF atuou na ocorrência -, enquanto as vítimas estavam dormindo. De acordo com as vítimas, o suspeito, que estava encapuzado, invadiu o quarto da filha, pulando a janela da casa. Encapuzado, ele estava armado com uma faca e uma pistola falsa. O suspeito chegou a agredir a filha e a prima.
Raíssa afirmou que após ter invadido o quarto pela janela, o homem simulou um assalto e deu uma fita para M.E amarrar os seus pulsos. O suspeito começou a agredi-la na cabeça e chegou a passar as mãos em suas partes íntimas.
Para não ser reconhecido, Elcio tentou modificar a sua voz. Entretanto, após perguntar sobre uma tatuagem da filha e se ela era do Comando Vermelho, a adolescente o reconheceu como seu pai. Mesmo ferida com as agressões, ela partiu para cima do homem e conseguiu imobilizá-lo, pulando em cima do criminoso.
Tanto a adolescente quanto Raíssa agrediram o suspeito, para detê-lo. Posteriormente, parentes mantiveram o homem imobilizado até a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva pelo juiz de plantão Diego Hartmann.
“Já em se tratando do segundo pressuposto da prisão processual, o “periculum libertatis”, observo indícios concretos de que a liberdade do flagranteado pode por em risco a garantia da ordem pública, tendo em vista a gravidade, em concreto, das condutas praticadas”, argumentou o magistrado.
Fonte: ÚNICA NEWS










