Quem é atento ao debate político já sabia que José Medeiros é uma fraude em pessoa.
Nesta semana, o senador pelo Podemos de Mato Grosso, suplente do ex-senador Pedro Taques (PSDB), foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), por conta da fraude na ata de registro de candidatura.
A conclusão do TRE é que a fraude na ata, em verdade, foi para beneficiar Medeiros, colocando-o como primeiro suplente e o empresário Paulo Fiuza, que deveria ser o primeiro, como segundo.
Uma espécie de golpe de adolescente que frauda o RG para ir à balada.
Medeiros, que antes do cargo era um ilustre desconhecido, ficou "famosinho" por polemizar na internet, pelo Twitter. Veio da geração "Vandoni", do "blábláblá digital falso moralista".
Medeiros é funcionário de carreira da Polícia Rodoviária Federal. Mas, pelo que se apura, não trabalhou muito e praticamente não é conhecido nem reconhecido por seus colegas patrulheiros.

José Medeiros e Michel Temer: líder e liderado
Ao cair no Senado de pará-quedas, com a posse de Pedro Taques no governo de Mato Grosso, todos pensaram que ele, por ser suplente, seria um político livre de amarras e conchavos, pronto para fazer um mandato em defesa do povo e da sociedade.
Triste ilusão.
Com discurso demagógico de que cresceu na pobreza, sempre se comportou como guacheba dos endinheirados e esteve lado-a-lado a tudo que não presta, desde Magno Malta, Marco Feliciano e Michel Temer.
Era basicamente um "fiscal-suplente-bate-estaca, do baixo clero, da Bancada BBB" (bala, bíblia e boi).
Nas mídias sociais, é um dos que se vangloriam de likes de lunáticos de várias partes do País, denunciando a invasão comunista e coisas afins.
E, no cenário nacional, quis traçar um duelo com políticos muito mais relevantes e conhecidos que ele. No máximo, apresentou denúncias vazias contra colegas de Senado, de esquerda. Todas não deram em nada, como era evidente.
Ora, servindo ao golpe contra o governo popular do PT, ora servindo ao não-menos indecoroso Michel Temer, como seu vice-líder no Senado, em troca de carguinhos irrelevantes, ou à turma do agronegócio que "sustenta" o ex-parlamentar na política.
Em sua equipe de trabalho, tinha como principais assessores uma dupla que era conhecida no meio político como "Débi & Lóide".
Os dois aloprados são o retrato de Medeiros piorado.
Um deles move mundos e fundos para tentar se eleger e vive a atazanar os outros com marcações indecorosas no Facebook e mensagens no Whataspp e ganhou as manchetes de jornais e sites locais recentemente por ter apanhado em um velório.
O outro é um lobista, com pinta de semianalfabeto, que se sustenta se apresentando como "facilitador" de um ou outro membro do Poder Judiciário local.
Para a população, agora com a decisão do TRE, a máscara de Medeiros finalmente caiu.









