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Malheiros sai de cena com triste fim: mandatos pífios e traição com Cuiabá
Protagonista de um dos episódios mais inusitados da política recente de Mato Grosso, o deputado estadual João Malheiros decidiu não disputar a reeleição e assim encerrar sua carreira de 30 anos na vida pública, marcada por 3 mandatos de deputado estadual e 4 de vereador. Em um dos mandatos na Câmara Municipal de Cuiabá, exerceu a presidência do Legislativo.
Na convenção do PR realizada nesta segunda-feira (30), o nome do parlamentar não foi homologado para a disputa eleitoral. Em 2012, Malheiros se desligou do cargo de secretário de Estado de Cultura para disputar com o então vereador por Cuiabá, Francisco Vuolo, a vaga de vice-prefeito na chapa encabeçada pelo candidato Mauro Mendes (PSB).
Após vencer a queda de braço com apoio da bancada do PR na Assembleia Legislativa, que se sobrepôs ao aval de Blairo Maggi a Vuolo, Malheiros decidiu, após ser eleito, renunciar ao cargo de vice-prefeito antes mesmo de ser empossado e permanecer na Assembleia Legislativa. Nos bastidores, se comenta que Malheiros não se sentiu prestigiado ao ter vetada suas indicações para cargos comissionados na Prefeitura de Cuiabá. Read more...
Além disso, não vislumbrou a possibilidade de assumir, em definitivo, o cargo de prefeito, diante da recusa de Mendes em renunciar no mês de abril de 2014 para ser candidato ao governo do Estado.
Também entendeu ser mais vantajoso manter benesses como salário de R$ 20 mil e verba indenizatória mensal de R$ 35 mil.
Sem um vice-prefeito oficial, Mendes ficou refém da Câmara Municipal de Cuiabá, que elegeu o vereador de primeiro mandato, João Emanuel (PSD), para a presidência da Câmara Municipal de Cuiabá, automaticamente tornando-se o primeiro na linha sucessória do chefe do Executivo. Após sofrer todo o desgaste de renúncia perante à população, Malheiros exerceu mandato tímido, sem aparecer com freqüência no plenário e tampouco discursar na tribuna do Parlamento. Encerra o mandato de forma deprimente e melancólica e sem indicar um nome de peso para sucedê-lo na Assembleia Legislativa.








