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Mario Nadaf havia colocado em suspeita atuação de Toninho em caso de João Emanuel |
Os vereadores Toninho de Souza (PSD) e Mário Nadaf (PV) selaram as pazes na tarde da última quinta-feira (20), após Nadaf afirmar na sessão de ontem que iria acionar a Comissão de Ética contra o social-democrata.
“A situação já está pacificada. Conversamos e chegamos a um entendimento, há muitos problemas na Casa e não podemos ficar perdendo tempo com brigas", afirmou Nadaf.
O bate-boca teve início na sessão ordinária da Câmara na última terça-feira (18) quando Toninho acusou Nadaf de agressão doméstica e crimes ambientais Após rebater todas as acusações, não satisfeito, Nadaf subiu ontem a tribuna para anunciar a representação. “Vou denunciar para a Mesa Diretora e mover ação dentro da Câmara e na esfera cível criminal, porque é um absurdo acusar sem provas”, garantiu Nadaf pelas acusações colocarem sua honra em hiato.
O social-democrata, em seguida, admitiu que se excedeu ao acusar o colega na sessão de terça. "Sou humano e cometo erros, mas não tenho receio nenhum em corrigí-los", assinalou.
“Casa dos Artistas”
A briga entre os vereadores começou quando a ONG Moral protocolou um requerimento contra o vereador João Emanuel (PSD) pedindo a cassação de seu mandato. Toninho é do mesmo partido que Emanuel e, mesmo assim, assumiu a presidência da Comissão que irá investigar a conduta do vereador.
“Ele tem dito que quer minha destituição da presidência da Comissão por eu ser do mesmo partido do João Emanuel, mas isso é crime? Cometi algum deslize na condução do meu trabalho? O vereador disse que passei de defensor a acusador, mas quero deixar claro que não estou no papel de acusador e, sim, de investigador”, questionou Toninho ao iniciar a discussão.
Enquanto presidente do Legislativo, Emanuel é suspeito de integrar uma quadrilha que falsificava documentos em cartórios para apropriar-se do terreno de terceiros e usá-los como garantia para contrair empréstimos que serviria para custear sua campanha de deputado estadual.
As investigações conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagradas na Operação Aprendiz, estão suspensas provisoriamente pelo Tribunal de Justiça por supostas falhas na condução processual.










