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POLÍTICA E PODER 07 de Março de 2014, 10:52 - A | A

Sexta-feira, 07 de Março de 2014, 10h:52 - A | A

POLÍTICA

Atual cenário da Câmara prova que legislatura anterior não era tão ruim, diz suplente

Atual cenário da Câmara prova que legislatura anterior não era tão ruim, diz suplente

Douglas Trielli / Isso É Notícia

O suplente de vereador, Antonio Fernandes do Amaral (PSDB)

O suplente de vereador, Antonio Fernandes do Amaral (PSDB), que atuou na Câmara Municipal na época em que o Legislativo Municipal ganhou a pecha de Casa dos Horrores, afirmou durante entrevista ao programa Café com Política que o atual cenário tem se mostrado pior que o anterior.

“Nem sempre nas mudanças as escolhas são as melhores, prova disso é o que aconteceu. A Câmara foi renovada em 50% e menos de 10 meses o presidente, que tinha tudo nas mãos, era presidente, vice-prefeito, doutor em direito, ligado a um dos principais políticos do Estado, coloca os pés pelas mãos e em 10 meses desaba tudo”, disse em referência a atuação do ex-presidente da Câmara, João Emanuel (PSD).

Para Antonio, o atual cenário na Casa de Leis é crítico e pior que a legislatura passada. “Pela primeira vez em quase 300 anos de Câmara um vereador vai ser julgado por um código de ética próprio, que foi proposto por mim. Se ele quebrou ou não decoro parlamentar será analisado em cima desse código”.

Antonio acredita que um dos possíveis fatores para que haja sucessivas escolhas erradas na política, seja a falta de acompanhamento dos acontecimentos por parte do eleitor. “Então, existem esses dois culpados no processo, o político e o eleitor que não sabe separar o joio do trigo”.

Poder do Executivo

Durante a entrevista, o suplente criticou, ainda, a forte influência que o Executivo vem exercendo sobre o Legislativo. Para ele, este é o maior mal do parlamento brasileiro.

“Eu não quero ser diferente dos outros, mas a minha atitude como vereador foi a de, mesmo fazendo parte da base, ser um vereador crítico e combativo. Cheguei até a assinar uma CPI contra a gestão do próprio PSDB”, disse.

Segundo Antonio, a CPI proposta por ele não seguiu adiante pelas poucas assinaturas, o que ele acredita ter sido graças a forte influência da Prefeitura de Cuiabá. “O vereador, muitas vezes, se sente pressionado pela base, que cobra uma coisa totalmente errada do parlamentar”.

Para ele, os vereadores acabam se vendo obrigados a se aliar ao Executivo graças às demandas que eles não teriam como bancar. “De cada mil eleitores, apenas um te pergunta de projeto de lei e fiscalização. Eles querem ajuda de custo, apoio para festa e ai do vereador que não atender. Então, termina obrigando o vereador a se aliar ao Executivo para conseguir atender essa demanda”.

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