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"Temos que separar o joio do trigo, quem é joio aqui é João Emanuel, não nós", disse Dilemário Alencar |
A mesa diretora da Câmara Municipal de Cuiabá estuda notificar extrajudicialmente o deputado estadual José Riva (PSD) para que ele explique as declarações dadas à imprensa, na semana passada, de que o ex-presidente da Câmara, João Emanuel (PSD), iria fazer denúncia de extorsão contra alguns colegas vereadores.
O pedido de notificação foi feito na sessão desta terça-feira (22) pelo vereador Dilemário Alencar (PTB). “Essa Casa está sangrando desde o ano passado e a população está atenta para saber o que vamos fazer com essa crise institucional. Mas o que me incomoda é o silêncio sepulcral dessa Casa de Leis”.
“O deputado estadual José Riva disse que o vereador João Emanuel denunciaria vereadores por extorsão. E ficou isso nas manchetes de jornais e por onde eu ando as pessoas me questionam se fiz acordo e o porquê do silêncio”, contou.
“Se ele sabe de algum movimento que indique, se não, os dois estão cometendo outro crime, porque se uma autoridade pública sabe de uma lesão ao cofre público, ela tem que denunciar, tem que falar quem foi. O que não pode é todo mundo ficar nesse balaio de gato”, esbravejou na tribuna.
No dia anterior a sessão que votaria o pedido de cassação do vereador João Emanuel, seu sogro, Riva, disse a veículos de comunicação da capital que havia vereadores que teriam errado tanto quanto Emanuel.
“Eu acho que, se você disser ‘quem nunca errou nessa Câmara, que atire a primeira pedra’, ninguém vai atirar, porque todos erraram, o João e muitos outros. Eles erraram em vários aspectos, não cabe aqui aprofundar. O João vai formular uma denúncia muito grave de extorsão e um monte de coisas. Isso é grave também”, disse na última segunda-feira (14).
“E tenho certeza que ninguém aqui comunga com esse tipo de fala do Riva, porque o meu nome não está junto nessa lama do João Emanuel. Ele que está levando o nome da Câmara para lama. Ninguém aqui pegou na mão dele para ele fazer malandragem”, criticou Dilemário.
O vice-presidente da mesa diretora da Câmara, vereador Onofre Júnior (PSB) afirmou que já se reuniu com a assessoria jurídica da Casa de Leis e estuda uma maneira para resolver o assunto.










