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POLÍTICA E PODER 22 de Fevereiro de 2014, 07:45 - A | A

Sábado, 22 de Fevereiro de 2014, 07h:45 - A | A

POLÍTICA

Campanha no Facebook pede que Éder Moraes abra a boca e derrube políticos

Campanha no Facebook pede que Éder Moraes abra a boca e derrube políticos

Reprodução/Facebook

Internautas pedem que pré-candidato diga o que sabe

Através do Facebook, internautas têm se empenhado numa verdadeira campanha para Eder Moraes falar o que sabe sobre grandes políticos de Mato Grosso, o que poderia colocar fim a projetos de pré-candidatos que, mesmo fora de época, já se promovem para o ano eleitoral de 2014.

Mesmo sem estar à frente de um cargo público no Estado, o ex-secretário especial da Secopa e ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, acumulou 12 anos ininterruptos junto às pastas do governo e sempre permaneceu, quando não no centro, no bojo de algumas polêmicas políticas. Desde que foi afastado da Secopa, em 2012, seu nome retornou à imprensa dividindo opiniões.

Como foco da quarta fase da Operação Ararath, realizada pela Polícia Federal, o pré-candidato ao governo também foi acionado na Justiça pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) por fazer propaganda eleitoral fora de época.

Sabendo de sua posição de “homem bomba”, Eder concedeu entrevista a um programa de rádio local na quinta-feira (20), afirmando que tem medo de ser morto por conta das informações que possui e garantiu que não hesitará a verdade à Polícia Federal, ao Ministério Público Estadual, que estão por detrás da Operação Ararath.

“Cagando e andando”

Em entrevista ao Isso É Notícia, o ex-secretário fez duras críticas ao MCCE e aos ativistas que atuam junto ao Movimento, Vilson Nery e Antônio Cavalcante (conhecido como Ceará). Éder foi acusado de fazer propagando eleitoral fora de época à frente de canais de televisão locais.

Para ele a integridade do grupo é questionável e a ação reflete “falta do que fazer”.

“O MCCE está perdido nos seus objetivos. Para justificar sua existência, adotam medidas esdrúxulas. O Ceará é um sujeito mal intencionado, analfabeto político e eleitoral, desconhece a legislação existente e tenta criar factoides”, criticou.

O pré-candidato ao governo assegurou que, as críticas do MCCE lhe são indiferentes e que, apesar de poder, não acionará a justiça contra o grupo, porque “não vale a pena colocar pau na estrada do judiciário” com “causas inócuas”.

“Não tenho nada contra o MCCE. Respeitando o leitor, eu estou “cagando e andando” para o Ceará. Não acionarei a justiça para não acrescentar ainda mais massa de trabalho desnecessário. Estou amparado pela legislação vigente, está dentro do regramento legal. Eu acho que nesse país ainda está valendo a Constituição sobretudo no direito da livre expressão”, afirmou.

“Dor de barriga”

Sobre a Operação Ararath, Eder Moraes, afirmou que já prestou depoimentos à Polícia federal, que vasculhou sua residência na manhã de quarta-feira (19).

“Não posso entrar em detalhes do que apreenderam, porque a questão é sigilosa, mas a polícia fez seu trabalho, tratou a mim e a minha família com cordialidade e estou tranquilo, porque quem tem que ter dor de barriga não sou eu”, disse em entrevista a web rádio “Café com Política”.

Éder afirmou, ainda, que se houver 100 operações em Mato Grosso, ele terá que responder em 99, já que foi secretário de Fazenda por vários anos. “Me disseram que essa operação tem viés político e está atingindo pessoas com potencial eleitoral, mas não acredito nisso. Estou tranquilo, porque sempre me pautei na legalidade”.

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