O governador Mauro Mendes (DEM/UB) está visivelmente transtornado com a possibilidade de não ter um cenário de reeleição tranquila, o chamado W.O., nas eleições 2022, como seus aliados já vinham cravando aos quatro ventos.
Mauro projetava um pleito praticamente sem adversário e tem perdido a paz com o crescimento do nome do empresário do Agronegócio, Odílio Balbinotti, recentemente recebido e avalizado pelo presidente Jair Bolsonaro para o Governo de Mato Grosso.
Nos últimos dias, o gestor indicou que existe um “grupo de vagabundos” e deixou vazar pra sua imprensa “aliada ($)” que são pessoas ligadas ao prefeito de Cuiabá, que ficam o dia todo a “mentir e deliberar fake news” sobre sua pessoa e seu governo.
Neste início de fim de semana, novamente Mauro perdeu a compostura e disse que existem “políticos vagabundos”, referindo-se a parlamentares, que vivem a andar o estado “mentindo e distribuindo fake news” sobre suas obras e ações. Ele desafiou que um destes lhe apresente feitos maiores que os seus.
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Para quem acompanha de perto as críticas ao governador, sobretudo as mais conhecidas – em relação à sua demora no atendimento de demandas, o abandono dos hospitais regionais, os asfaltos notadamente de má qualidade consumindo dinheiro do estado, assim como suas insaciável sede em aumentar impostos – que fez o estado saltar de uma arrecadação de menos de R$ 11 bilhões para mais de R$ 26 bilhões – ou até o crescimento desproporcional e milionário das empresas administradas pelo filho e que se relacionam com o próprio Governo do Estado – sabe não há nenhuma fake news em curso.
Agora, se o governador está se referindo a outros fatos atribuídos à sua pessoa e família, deveria detalhá-los e desmascarar os fatos. Mauro usa tática antiga de persuasão, do latim Argumentum ad hominem, quando se ataca o emissor, na tentativa de desfocar a crítica em si, que não tem como ser combatida pela sua relação sólida com a verdade.
Após “fechar” com a imprensa de todo o estado, tomar o PSL pra si e atender todos os pedidos mais esdrúxulos dos principais financiadores de campanha do estado, até mesmo assumindo uma ferrovia com objetivo de minar um projeto federal de integração, o governador teme que alguém preparado ganhe espaço para apontar suas muitas falhas, que ele mesmo sabe que tem.
Mauro deve sim ter um adversário e com ele a necessidade de explicar situações inexplicáveis, como a absurda troca do VLT para o BRT e a compra de aviões de uma empresa inativa dos Estados Unidos da América, que tem como proprietário um parente de um secretário. Essa condição conflituosa lhe tira o sono e tem lhe feito xingar a esmo, sem sequer ter a coragem de dizer nomes.
Fonte: MINUTO MT









