Agência Senado

Pedro Taques, alvo de busca e apreensão da Polícia Federal, a pedido do TRE
O advogado Paulo Zamar Taques, coordenador jurídico da coligação ‘Coragem e Atitude para Mudar’, encabeçada pelo senador José Pedro Taques (PDT), juntou os limões e resolveu fazer uma limonada de sua primeira derrota no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em 2014. Taques mandou retirar de circulação e dos comitês da coligação, para serem destruídos, todos os panfletos e exemplares do jornal Diário de Cuiabá que continham a pesquisa Vox Populi, divulgada na edição do último sábado (19/07).
“A candidatura de Pedro Taques segue rigorosamente à lei e aos ditames da Justiça Eleitoral”, afiançou Paulo Zamar, após acompanhar oficiais de justiça do TRE até tarde da noite deste domingo (20/07), em cumprimento de mandado de busca a apreensão. “Nada foi encontrado. Recolhemos todo o material antes e o inutilizamos”, afiançou o coordenador jurídico da coligação.
“Se a Justiça Eleitoral entendeu que é irregular, respeitamos. Mandamos recolher tudo . Acompanhei os oficiais de justiça em dois locais em que houve a averiguação. E nada foi encontrado”, afiançou ele. Read more...
Paulo Taques não quis e falar sobre as possíveis falhas da pesquisa, como a média ponderada – que exige a mesma proporção dos consultados no levantamento, no âmbito regional e ainda por sexo, idade, classe social e escolaridade. “Eu não sou advogado do jornal e não posso responder por isso”, justificou Zamar Taques.
A reportagem do Olhar Direto tentou falar, por telefone, com o dono do Diário, mas não obteve êxito.
A decisão
Em mandados de segurança diferentes, as coligações ‘Viva Mato Grosso’, do candidato a governador José Geraldo Riva (PSD), e ‘Amor à Nossa Gente’, do candidato Ludio Cabral (PT), contestaram o resultado da pesquisa Vox Populi, divulgada na edição do Diário de Cuiabá que circulou neste sábado.
O coordenador jurídico da coligação ‘Viva Mato Grosso’, advogado José Antônio Rosa foi o primeiro a obter uma decisão da juíza Ana Cristina Mendes, da Propaganda do TRE, que determinou a investigação da pesquisa. No bojo, a magistrada deseja saber quem pagou e se foram obedecidos os critérios exigidos para levantamento do gênero. Na petição, Antônio Rosa apresentou disparidade no volume de questionários, que não teria obedecido à média ponderada.
Já para a coligação ‘Amor à Nossa Gente’, além da investigação, Ana Cristina Mendes determinou a busca e apreensão de todo o material em que constava a pesquisa. “A disparidade dos números é gritante e, por certo, não obedeceu”, argumentou a coordenadoria jurídica da coligação.
No despacho, a magistrada do TRE cita que tomou a decisão como base o Artigo 798, do Código de Processo Civil; e 11, caput, da Resolução 23.400/2013, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).









