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Sexta-feira, 02 de Outubro de 2026, 14h:19 - A | A

CASO ZAMPIERI

Defesa de pistoleiro não recorrerá: "vou cumprir cadeia feliz"

Réu foi sentenciado a 21 anos e 10 meses de prisão

FOLHAMAX
Antônio Gomes da Silva, autor dos tiros que mataram o jurista, não deve apelar da sentença

Antônio Gomes da Silva, autor dos tiros que mataram o jurista, não deve apelar da sentença

A defesa de dois dos três réus condenados pela morte do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023, devem recorrer da sentença que os condenou a uma pena que, se somada, acumula 68 anos de prisão. Apenas o pedreiro Antônio Gomes da Silva, autor dos tiros que mataram o jurista, não deve apelar da sentença, prolatada na madrugada desta sexta-feira (2) pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

Roberto Zampieri foi assassinado na noite do dia 5 de dezembro de 2023, em frente ao seu escritório no bairro Bosque da Saúde, na Capital. Ele estava dentro de uma picape Fiat Toro quando foi atingido pelo executor com diversos tiros de pistola calibre 9 milímetros. Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), Antônio Gomes da Silva é apontado como o autor dos disparos que mataram o advogado.

Hedilerson Fialho Martins Barbosa é acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no homicídio. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas responde à acusação de participação na empreitada criminosa. Os três foram considerados pelo conselho de sentença e tiveram a pena prolatada pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

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Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, por conta do atenuante da confissão, enquanto Hedilerson Fialho Martins Barbosa teve uma sentença aplicada de 25 anos de reclusão. Por fim, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas pegou uma pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, pois também teve o atenuante de ser maior de 70 anos. Todos eles cumprirão a pena, inicialmente, em regime fechado, e não poderão recorrer em liberdade, mas poderão ser remanejados a presídios nos locais em que moram suas famílias.

Após a sentença, o MP-MT avaliou como positivo o julgamento e destacou que decidirá, nos próximos dias, se fará ou não algum tipo de apelação quanto as condenações aplicadas aos réus. “Ainda vamos analisar a sentença para vermos se entraremos com algum recurso em relação a pena, mas isto é algo que será feito com calma”, afirmou o promotor de justiça Samuel Frungilo.

As defesas de Hedilerson e de Caçadini pretendem recorrer da decisão. Segundo a advogada Sarah Quinetti, que defendeu o coronel do Exército, ‘um inocente foi colocado atrás das grades’, mas viram como positiva a permissão para transferência para Belo Horizonte. “Não aceitamos esta pena. Vamos tentar uma prisão domiciliar por conta de todas as comorbidades, mas não vamos desistir e lutaremos até o fim”, afirmou a advogada.

O advogado Igor Lopes, que atuou na defesa de Hedilerson, acredita que a condenação pode ser revertida e, caso contrário, trabalhará pela redução da pena. “Minha tese era pela inocência dele. Vamos recorrer da sentença. Respeitamos a decisão dos jurados, mas não desistimos até aqui e continuaremos lutando”, afirmou.

Por fim, a defesa de Antônio Gomes afirmou que o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri estava feliz com o resultado do julgamento. Os advogados explicaram que o pedreiro considerou a pena baixa por conta da grandeza do caso, destacando ainda que deve conseguir, nos próximos três anos, a progressão de regime para o semiaberto.

“Mesmo tendo executado a vítima, ele teve uma das menores penas. Ainda não sabemos se iremos recorrer, porque o Antônio está satisfeito com a sentença. Ele disse que quer conversar conosco ainda sobre apelação. Ele pediu aos jurados, durante o julgamento, que o condenassem. Daqui a pouco mais de 2 anos, ele terá direito ao regime semiaberto. Vamos analisar com a cabeça fria, e sempre mantendo a vontade dele. Vemos o resultado como uma vitória, já que consideramos a pena baixa, para um caso tão grave. Ele disse que vai cumprir a cadeia feliz, pois mandou um corrupto para o inferno”, afirmaram os advogados Nilton Ribeiro e Neyman Monteiro, ao fim do júri.

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