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POLÍTICA E PODER 28 de Janeiro de 2014, 14:50 - A | A

Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014, 14h:50 - A | A

POLÍTICA

DEM quer conselheiro do TCE na disputa ao governo e pode romper aliança com Taques

DEM quer conselheiro do TCE na disputa ao governo e pode romper aliança com Taques

Montagem / Isso É Notícia

DEM pode abrir mão de aliança com PDT para ter concorrente ao Governo de MT

Ainda sem definir o rumo partidário para as eleições de 2014 e sem esconder a insatisfação com o Movimento Mato Grosso Muito Mais, composto pelo PSB-PPS-PV-PDT e que conta com a recente adesão do PSDB, a cúpula do DEM já admite trabalhar na articulação de um bloco político que pode surgir como terceira via na disputa pelo governo do Estado, o que em tese o afasta de apoiar a eventual candidatura do senador Pedro Taques (PDT).

Conforme o presidente do diretório estadual do DEM, deputado federal Júlio Campos, uma das opções que será discutida em conjunto com outros partidos é a possibilidade de ter o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Antônio Joaquim, como cabeça de chapa numa disputa ao governo com o apoio de outras três legendas. “O PSDB, DEM, PTB e Solidariedade podem perfeitamente formar um bloco e tê-lo como candidato ao governo do Estado. Mas, tudo depende das pesquisas que serão feitas. Essa é uma das alternativas”.

O parlamentar ainda elenca outras opções consideradas viáveis pelo DEM dentro do contexto de formar uma terceira via na disputa ao Palácio Paiaguás. “O próprio senador Jayme Campos pode ser lançado como candidato ao governo do Estado. O partido também segue aberto ao diálogo para discutir outros projetos de candidatura como o nome do suplente de senador Cidinho ou o ex-prefeito de Água Boa, Maurício Tonhá, o Maurição. A política é dinâmica e vamos dialogar com todos porque não há definição”, disse.

A insatisfação do DEM com o PDT começou com os permanentes diálogos dos pedetistas com os republicanos. Liderada pelo deputado estadual Zeca Vianna, a cúpula do PDT defende a aproximação com os republicanos visando estreitar a relação com o agronegócio. O que desagrada o DEM é que numa composição PDT-PR, os republicanos ficariam com a vaga ao Senado, sendo representado pelo deputado federal Welington Fagundes, enquanto Pedro Taques seria o candidato ao governo do Estado. Toda a articulação esvazia o projeto do DEM de garantir a reeleição do senador Jayme Campos.

A relação ainda piorou com as declarações públicos daquele que é considerado aliado de primeira hora de Taques, o presidente do diretório estadual do PSB, prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, que defendeu duas candidaturas ao Senado para abrigar DEM e PR na mesma aliança, o que é visto com resistência pelos democratas.

Nos próximos meses, o deputado federal Júlio Campos, que permanecerá à frente do diretório estadual do DEM pelos próximos 60 dias, em substituição ao ex-deputado estadual Dilceu Dal Bosco, que já avisou decidir permanecer afastado em recuperação a um câncer na próstata, promete se empenhar para que o DEM saía fortalecido nas eleições de 2014.

“O DEM entende que deve priorizar a reeleição do senador Jayme Campos e ainda montar uma chapa forte de candidatos a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Não podemos ficar de refém ou ser segundo plano de ninguém”, avisa.

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