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POLÍTICA E PODER 16 de Junho de 2015, 20:54 - A | A

Terça-feira, 16 de Junho de 2015, 20h:54 - A | A

POLÍTICA

Deputado diz que parecer do TCE revela "inexperiência" da gestão Taques

Deputado diz que parecer do TCE revela "inexperiência" da gestão Taques

Deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) Deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR)

O deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) afirmou que o parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) às contas anuais de Governo da gestão Silval Barbosa (PMDB), na manhã desta terça-feira (16), expõe a “inexperiência” da gestão do governador Pedro Taques (PDT).

 

Segundo ele, assim que assumiu o comando o Palácio Paiaguás, a gestão Taques acusou Silval de ter deixado apenas R$ 84 mil nas contas do Estado, na chamada Fonte 100. Além disso, afirmou que Mato Grosso tem R$ 912,2 milhões de restos a pagar deixados pela administração passada.

 

No entanto, segundo Emanuel, o conselheiro Antonio Joaquim, do TCE, apontou em seu relatório ter encontrado um superávit financeiro no valor de R$ 377 milhões.

 

“O relatório apresentado pelo TCE sacramenta aquilo que vínhamos falando. Vínhamos defendendo que não tinha esses R$ 912 milhões de restos a pagar. Eu defendia que eram R$ 210 milhões processados e R$ 570 milhões não processados. O TCE levantou a mesma coisa, os números foram idênticos”, afirmou. 

 

“Outra questão foi o dinheiro em caixa. O Governo afirmou ter encontrado R$ 84 mil apenas. E eu afirmei que tinha na verdade R$ 120 milhões. Entretanto, no relatório do TCE diz que tinha R$ 377 milhões. A diferença foi que no meu estudo, desconsiderei os saldos dos recursos vinculados”, disse.

 

Para Emanuel, faltou “humildade” e sobrou “inexperiência” para a equipe de Taques.

 

“O relatório do TCE é uma prova cabal da falta de experiência, da falta de intimidade do atual Governo com as finanças públicas, associado à essa falta de humildade em reconhecer que está errado. Isso está notório”, afirmou.

 

“Esses fatores estão levando o Governo a cometer erros que podem lhes custar caro mais na frente, até do ponto de vista da credibilidade perante a população”, disse.

 

Alertas

 

O deputado disse que vem alertando o Governo sobre diversos erros. Ele cita como exemplo a mudança de taxas aplicadas por meio da Unidade Padrão Fiscal (UPF) - base de cálculo para multas cobradas pelos estados –.

 

“Só espero que o Governo, com esses dados confirmados pelo TCE, reavalie rumos. Reavalie a convivência com o Legislativo, o respeito às posições divergentes, aos independentes e com os demais poderes e constituições”, afirmou.

 

“A rota já está mudando para o Governo. Já veio o nosso alerta e não consideraram. Esse julgamento da equipe técnica do TCE é um novo alerta. Espero que ouçam”, completou.

 

Contas de Governo

 

Por unanimidade, o TCE-MT emitiu, nesta terça-feira (16), parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais de Governo, referentes ao exercício de 2014, sob o comando do então governador Silval Barbosa.

 

“Não acolho parecer do Ministério Público de Contas e procedo à emissão de parecer prévio favorável à aprovação das contas de Governo, no exercício de 2014, com diversas recomendações”, afirmou o relator das contas, conselheiro Antônio Joaquim.

 

Os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano, Domingos Neto e a conselheira substituta Jaqueline Jacobsen acompanharam o voto do relator.

 

O TCE considerou que a gestão estadual cumpriu os ditames constitucionais relativos à aplicação de recursos em ações e serviços públicos como saúde e educação, atendeu as regras relativas aos percentuais previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com pessoal, divida ativa consolidada, operações de crédito e garantias.

 

Segundo relatório de Antonio Joaquim, em 2014, o Governo investiu 27,69% em educação e 13,26% em saúde, ou seja, acima dos percentuais mínimos constitucionais. A divida consolidada líquida equivaleu a 54% da receita corrente líquida, enquanto que o limite é de 200%.

 

A novidade da análise das contas de 2014 foi a apresentação de quadros com a situação financeira individualizada dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública, além do Fundo de Previdência do Estado - Funprev no final do exercício. O estudo demonstrou a suficiência financeira de todos, à exceção do Funprev.

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