A exploração de minérios em Mato Grosso tem sido uma atividade econômica produdiza, em parte, para lavar dinheiro de narcotraficantes e quantias milionárias desviadas de cofres públicos por agentes políticos. A polêmica declaração foi dada pelo presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Renúncia e Sonegação Fiscal da Assembleia Legislativa, deputado estadual Wilson Santos (PSDB).
O parlamentar diz que a frouxidão da fiscalização permite que irregularidades ocorram sem a devida intervenção dos órgãos de fiscalização vinculado à administração pública.
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"Essa atividade tem sido sim utilizada para lavagem de dinheiro do narcotráfico e também de alguns setores do dinheiro sujo da política. É um setor que corre solto, porque a produção é autodeclarada. É o minerador que informa qual o valor que foi produzido. O Estado através da Sema [Secretaria de Meio Ambiente] e a União pela agência de mineração não consegue fiscalizar sequer os garimpos legalizados muito menos as centenas de garimpos ilegais espalhados em Mato Grosso", disse.
Wilson Santos ainda diz que a exploração de minérios para esquemas ilícitos é evidente diante dos indícios já colhidos pela CPI. "Afirmo isto Com base nas contradições. Como é que a atividade econômica que menos paga impostos no país que é a atividade mineral só pague 1% de IOF no ouro e 1,5% de CEFEM? Como é que ainda há sonegação nesta área? E aí a gente tem vários indicadores de que ou é para lavagem de dinheiro do jogo sujo de algum setor político ou do narcotráfico", concluiu.
Rota do ouro
O deputado Wilson Santos ainda reforçou sua acusação lembrando o depoimento do empresário Filadelfo Dias na CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal de que altas quantias de ouro foram remetidas ao Exterior sem qualquer fiscalização ou cobrança de impostos.
"Em depoimento nesta Casa de Leis, o empresário Filadelfo Dias declarou que 45 toneladas de ouro sairam da Serra do Caldeirão em Pontes e Lacerda com destino a Bolívia sem qualquer pagamento de imposto ao Brasil", disse.
O relatório a respeito da mineração na CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal será produzido pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho, e está em fase de elaboração. Posteriormente, a CPI vai concentrar investigação de suspeita de sonegação de impostos e outras irregularidades fiscais pelos setores de frigoríficos e agronegócio.
Fonte: FOLHAMAX









