Douglas Trielli/Isso É Notícia |
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Ex-secretário Eder Moraes |
Considerado homem forte do Estado nas gestões de Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), o ex-secretário da Copa do Mundo, Eder Moraes, ao cobrar veementemente a próxima vaga no TCE (Tribunal de Contas do Estado) a ser preenchida por indicação do Executivo, afirma que poderá levar ao conhecimento público informações que podem comprometer autoridades do Executivo e Legislativo.
“Fiz acordo com homens e não com saco de batatas. Se o acordo for desfeito, que venham falar comigo. Do contrário, vou convocar a imprensa para coletiva e falar tudo o que sei”, disse.
Conforme revelado por Eder Moraes, em 2010 houve uma reunião na qual estava o então governador Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB) na condição de vice-governador. Representando a Assembleia Legislativa estavam os deputados estaduais José Riva e Sérgio Ricardo (atual conselheiro do TCE) e o Humberto Bosaipo, conselheiro afastado do TCE. Na ocasião, ficou acertado que a próxima vaga a ser ocupada no TCE de indicação do Executivo seria de Eder Moraes.
“Esse acordo foi ratificado por todos. Em 2010, quando Blairo Maggi renunciou para concorrer ao Senado e o Silval assumiu, exigi uma nova reunião, e esse acordo veio novamente a ser aprovado por todos. Tudo aconteceu dentro do gabinete do governador. Portanto, espero que seja cumprido por todos”, disse.
Eder Moraes ainda afirma que não tem receio das conseqüências que suas revelações públicas a respeito dos bastidores da política mato-grossense pode causar. “Não sou filho de pai assombrado e só quem me pode patrolar é Deus. O que estou exigindo é o cumprimento de um acordo”, disse.
Eder Moraes passou 10 anos ocupando cargos públicos no Estado, saltando de presidente da MT Fomento paea secretário de Estado de Fazenda, Chefe da Casa Civil, presidente da Agecopa e Secretário Extraordinário da Copa do Mundo. Nos bastidores, sempre foi considerado influente pelas movimentações financeiras que conduzia na campanha eleitoral e exercendo ainda total poder nos órgãos administrativos do Estado.
Nas últimas semanas, houve comentários nos bastidores de que a primeira dama Roseli Barbosa, ao deixar a Secretaria de Estado de Assistência Social, estaria articulando uma vaga de conselheira do TCE com aval do governador Silval Barbosa. Outro interessado em assumir uma vaga no TCE é o vice-governador Chico Daltro (PSD). Presidente do diretório estadual do PMDB, o deputado federal Carlos Bezerra também articula desde 2012 uma vaga no TCE para sua esposa, a deputada estadual Teté Bezerra.
Nos bastidores, se comenta que José Novelli poderia ser o próximo conselheiro do TCE a pedir aposentadoria. Tudo por conta do interesse em morar na Itália, uma vez que, detém cidadania italiana. Antônio Joaquim, afastado do TCE pelos próximos 5 meses por conta do acúmulo de férias vencidas, também é outro que figura na listas dos prováveis pedidos de aposentadoria.
A disputa é concorrida por conta das vantagens que o cargo oferece. Um conselheiro do TCE dispõe de todas as prerrogativas de um desembargador do Tribunal de Justiça, como foro privilegiado no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para processos criminais, vitaliciedade do cargo e remuneração mensal acima de R$ 25 mil.









