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POLÍTICA E PODER 15 de Abril de 2014, 07:45 - A | A

Terça-feira, 15 de Abril de 2014, 07h:45 - A | A

POLÍTICA

Ela colocou caneta no nariz para forçar sangramento, diz acusado de agredir ativista

Ela colocou caneta no nariz para forçar sangramento, diz acusado de agredir ativista

 

Reprodução

Fábio Morais afirma estar sendo acusado injustamente por agressão a ativista

O homem suspeito de agredir uma ativista política, na Câmara Municipal de Cuiabá, declarou ao Isso É Notícia que entrará com uma representação judicial por injúria e difamação contra a mulher. A sindicalista afirmou ter sido agredida pelo suposto segurança do vereador João Emanuel (PSD) com um soco no rosto e registrou um boletim de ocorrência. Em razão do caso, um novo pedido de cassação do mandato do social-democrata foi feito à Câmara pelo MCCE. 

 

O incidente ocorreu no dia 3 de abril, durante a apresentação do relatório da Comissão de Ética da Câmara que pedia pela cassação de João Emanuel. Conforme testemunhas, a ativista Ivonete Jacob, que integra o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), questionou o vereador sobre o tempo em que ficou preso.


Por conta do questionamento, os dois iniciaram uma discussão, na qual a mulher chamou o parlamentar de corrupto. Logo que o social-democrata afastou-se, Fábio Morais, tido como segurança particular, teria dado um soco no rosto da ativista.


Afirmando não ter nenhuma ligação com o vereador João Emanuel, Fábio Morais contou que é, na verdade, representante de bairro na Capital. “Eu não sou segurança do João. Eu estava acompanhando ele para falar sobre o bairro do qual sou representante, o Residencial Vantuil de Freitas”, explicou o homem, que se diz incomodado com as ofensas que vem recebendo desde que ocorreu o caso da possível agressão.


Morais afirmou que nunca agrediu a ativista. “Essa agressão nunca ocorreu. Ela simulou a situação, colocou uma caneta no nariz para forçar um sangramento. Muita gente viu isso acontecendo. No vídeo, o rosto dela estava perfeito, mas ela se mordeu toda no caminho até a delegacia, para aparentar uma agressão”, argumentou.


A representação, porém, só deverá ser entregue a partir de quarta-feira (16), em razão da votação do relatório que pede a cassação de João Emanuel, que ocorrerá nesta terça-feira (15). “Eu vou esperar o resultado da cassação para fazer a representação, para evitar problemas políticos”.


Novo pedido de cassação contra vereador


Utilizando como argumento a suposta agressão que teria sido praticada contra a ativista, o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) fez uma representação com pedido de perda do mandato do João Emanuel (PSD) à Câmara Municipal. O documento foi protocolado na sexta-feira (11).


O Plenário da Câmara de Cuiabá votará nesta terça-feira (15) na cassação de Emanuel, que é alvo de uma investigação conduzida pela Comissão de Ética por quebra de decoro.

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