Divulgação |
![]() |
pedido de cassação contra Mendes ganhou repercussão nacional neste domingo (25) |
O pedido de cassação contra o prefeito Mauro Mendes (PSB) ganhou repercussão nacional neste domingo (25). O jornal 'Estado de São Paulo' relatou sobre a instauração do processo que solicita a perda do mandato de Mendes.
Abaixo, confira a matéria que foi publicada nacionalmente.
Oposição quer cassar prefeito de Cuiabá
FAUSTO MACEDO e F.G.
Opositores do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), protocolaram na sexta-feira na Câmara Municipal pedido de instauração de processo de cassação de seu mandato. A alegação principal é que Mendes tornou-se alvo da Operação Ararath, investigação da Polícia Federal sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de instituição financeira clandestina.
Os subscritores da representação argumentam que na terça-feira passada a PF fez buscas na residência e no gabinete do prefeito por ordem do ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
O objetivo dos agentes federais era localizar provas de uma transação financeira de Mendes com a empresa Amazônia Petróleo, sob suspeita de atuar como carro-chefe da lavagem. A empresa é de Gércio de Mendonça, delator do esquema.
Contrato
A PF recebeu informações de que o prefeito, em 2012, ano de eleições municipais, tomou empréstimo de R$ 3,45 milhões da Amazônia. Em 2013, já exercendo o mandato, ele fechou contrato sem licitação com a empresa para fornecimento de combustível no valor de R$ 3,7 milhões. "Entre tantas empresas de fornecimento de combustível, Mauro Mendes foi contratar exatamente aquela que lhe concedeu um polpudo e irregular empréstimo de milhões de reais, com dispensa de licitação no mínimo suspeitíssima, e de uma empresa que já detinha processos ajuizados contra ela, por conta de denúncias de corrupção", assinala a representação.
No mesmo dia em que a operação da PF foi deflagrada, a assessoria de Mendes divulgou nota de esclarecimento rechaçando a suspeita. Segundo a assessoria, o empréstimo, ainda não liquidado, "está devidamente informado por Mauro Mendes à Receita nas suas declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física dos anos de 2012/13 e 2013/14, portanto uma operação formal e transparente".
Sobre o negócio com a Amazônia, o gabinete de Mendes destacou: "A contratação foi necessária, legal, emergencial e durou apenas quatro meses, resultando em economia para os cofres públicos. Ocorreu pelo critério do menor preço e visou evitar a interrupção do abastecimento da frota de veículos, como ambulâncias, caminhões e máquinas de obras e limpeza da cidade, entre outros, uma vez que não foi possível concluir licitação convocada anteriormente para este fim".
A assessoria do prefeito de Cuiabá observou que quase todos os subscritores do pedido de cassação "são militantes petistas".









