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POLÍTICA E PODER 26 de Outubro de 2021, 08:31 - A | A

Terça-feira, 26 de Outubro de 2021, 08h:31 - A | A

POLÍTICA

Ex-governador cita democracia e critica MP e TJ por afastamento de Emanuel

Júlio Campos destaca que maioria dos gestores contrata temporários

O ex-governador Júlio Campos (DEM) se mostrou insatisfeito com fusão entre o Democratas e o Partido Social Libera (PSL), denominada União Brasil. Segundo Campos, essa foi uma decisão que pode não dar certo.

As declarações foram dadas na manhã desta segunda-feira (25), durante conversa com a imprensa no Palácio Paiaguás. A fusão entre as siglas foi aprovada no início do mês durante convenção em Brasília.

Entretanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda deve homologar a criação do partido. O União Brasil nasce com a maior bancada da Câmara Federal. “Foi erro grave do ACM Neto tomar essa decisão por conta própria sem ouvir as bases. Nunca houve nenhum telefonema ou um recado para nós fundadores do Democratas se concordávamos ou não com essa filiação, como gesto pessoal do presidente do partido e a sua cúpula da direção nacional, que na última hora já comunicou que estava fundido. Isso foi uma coisa mal feita e que pode não dar certo”, disse o ex-governador.

Alguns parlamentares de Mato Grosso filiados ao PSL já afirmam que não concordam com o novo perfil do grupo e que devem mudar de partido. Além disso, a maioria da bancada do PSL pretende acompanhar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

 “Acho que é problema de falta de filosofia, o Democratas é um partido e o PSL era outro, muito bolsonarista. Eu sou a favor da terceira via, para o bem do Brasil tem que surgir um terceiro candidato. Agora se eles quiserem permanecer, com prazer é claro. Nem me filiei a União Brasil, ainda estou ausente. Todos são bem-vindos, mas cada um vai cuidar do seu futuro político. Se eles acham que dentro desse novo quadro podem correr risco de não reeleição, acho que cada um tem que cuidar do seu rumo”, pontuou Júlio.

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Durante a conversa, Campo que já havia declarado sua pré-candidatura a deputado estadual comentou que devido às mudanças não sabe se permanecerá no União Brasil. “Agora mudou tudo e o quadro é outro. No Democratas eu estava como pré-candidato. Agora nessa União Brasil não sei nem se eu vou continuar filiado. Então, vamos aguardar”, destacou. 

OPERAÇÃO CAPISTRUM

Assim como o senador Jayme Campos (DEM), Júlio também afirmou que o afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na "Operação Capistrum" foi precipitado. O gestor foi afastado do cargo por conta da suposta contratação de 259 servidores por indicações políticas e irregularidades no pagamento do Prêmio Saúde. 

“Eu vejo com tristeza porque qualquer afastamento de quem é votado e foi eleito pelo povo, tem que ser mais estudado e mais organizado. Eu achei que foi precipitado e muito dura a medida tomada, de fato que ocorreram as contratações, mas não houve nada de improbidade administrativa financeira. Acho que houve uma certa precipitação não só do Ministério Público como também do Poder Judiciário, foi muita tinta na caneta”, declarou.



Fonte: REDAÇÃO FOLHAMAX

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