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POLÍTICA E PODER 05 de Julho de 2015, 21:49 - A | A

Domingo, 05 de Julho de 2015, 21h:49 - A | A

POLÍTICA

Gaeco pode ter manobrado para caso de Riva não sair das mãos de juíza

Gaeco pode ter manobrado para caso de Riva não sair das mãos de juíza

Promotor Marco Aurélio de Castro, coordenador do Gaeco-MT Promotor Marco Aurélio de Castro, coordenador do Gaeco-MT (Foto: Mary Juruna)

O Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão ligado ao Ministério Público Estadual (MPE) de Mato Grosso, pode ter feito uma manobra para que as investigações relativas à Operação Ventríloquo não saíssem das mãos da juíza Selma Arruda, da Vara de Combate ao Crime Organizado de Cuiabá.

 

Essa é a probabilidade mais aventada nos bastidores jurídicos para justificar o não-aprofundamento das investigações em relação a deputados que estejam ocupando mandato e que estão diretamente envolvido no caso.

 

O então presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso à época dos fatos, deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB), e o primeiro-secretário, deputado estadual Mauro Savi (PR), não foram alvo de buscas e apreensão, nem de prisão ou sequer foram convocados a prestar esclarecimentos no dia da operação.

 

Deputados Mauro Savi e Romoaldo Júnior Deputados Mauro Savi e Romoaldo Júnior

Ainda há a suspeita de que ambos podem ter colaborado com as investigações em troca de benefícios futuros em caso de demandas judiciais.

 

Ambos assinaram as ordens de pagamentos no valor de R$ 9 milhões ao advogado Joaquim Miele, que representava o antigo Bamerindus, mas fez um "acordo" administrativo à revelia do banco. O dinheiro teria sido desviado para diversas contas de empresas e pessoas físicas.

 

Caso o envolvimento de deputados em mandato surgissem, a investigação deveria ser remetida ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso em razão do foro privilegiado ao qual os deputados têm direito. Nesse caso, o MP também deveria repassar a investigação para o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), órgão ligado à Procuradoria-geral de Justiça.

 

Sem esse desmembramento, o foco nos outros investigados que não dispõe de foro, como é o caso de José Riva, seria facilitado, segundo juristas ouvidos pelo blog.

 

A juíza Selma decretou a prisão de Riva na última terça-feira. Mas, ele foi solto horas depois pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que afirmou que a prisão foi ilegal. Além disso, ela insinuou que a magistrada usou a nova prisão para desobedecer outra decisão do STF que havia colocado Riva em liberdade na semana anterior.

 

Em uma rápida investigação, logo após a deflagração da operação, o blog conseguiu apurar três envolvidos que têm ligações de proximidade com o então presidente da AL, deputado Romoaldo Júnior, que assinou os pagamentos. - clique aqui para ler.

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