O governador Mauro Mendes (DEM) sentiu na pele a rejeição de sua administração junto aos servidores estaduais a ponto de cancelar um evento oficial em razão da manifestação dos policiais penais que entraram em indicativo de greve, nesta semana.
Com o protesto, Mauro precisou cancelar a entrega de duas novas alas que seriam inauguradas na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, nesta sexta-feira (10).
A categoria reivindica reajuste salarial. Eles alegam que ganham a metade dos que os outros policiais (civis e militares) recebem e querem equiparação dos valores.
Mas, segundo o presidente do Sindispen-MT, Amaury Neves, a proposta do Governo de Mato Grosso é esdrúxula:
"Eles propõem 14%, isso incluindo o RGA, tirando cai pra 8%. Isso é escandaloso. Isso é inaceitável. Nós recebemos salário de R$ 3.150, mas você desconta imposto de renda e previdência, nosso salário cai pra R$ 2 mil. E aqui nós temos guerreiros que estão na fase inicial que recebem ameaça de facções criminosas, do crime organizado, o que vai fazer com R$ 2 mil?"
Caso o governo não negocie aumento no índice de reajuste, a categoria promete iniciar o movimento grevista com a suspensão de atividades não-essenciais que podem variar de cancelamento de entrada de visitas, de advogados e até de membros do Poder Judiciário nos presídios.
Na última greve dos agentes do sistema prisional, a cidade de Cuiabá registrou diversos atos criminosos como queima de ônibus e alvejamento de casas de policiais penais decretados por facções criminosas.









