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POLÍTICA E PODER 07 de Maio de 2014, 14:45 - A | A

Quarta-feira, 07 de Maio de 2014, 14h:45 - A | A

POLÍTICA

Irmão de Silval é sócio de empreiteiro investigado pelo MPF por fraude em contrato com governo, diz ex-gerente

Irmão de Silval é sócio de empreiteiro investigado pelo MPF por fraude em contrato com governo, diz ex-gerente

Secom/MT

Governador Silval Barbbosa

Irmão de governador Silval Barbosa é sócio de empreiteiro investigado pelo MPF, denuncia ex-gerente de garimpo

O ex-gerente da Minerbrás, empresa de mineração com área de exploração em Várzea Grande, Itacir Comunelo, afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que o empresário Wanderley Torres, dono da Trimec Construção, é sócio do também empresário Antônio Barbosa, irmão do governador Silval Barbosa (PMDB). Segundo ele, o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) também seria dono de garimpos em sociedade com o governador e com o empreiteiro.

 

Nesta semana, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar irregularidades em um dos contratos da Trimec com o governo do Estado. Segundo o órgão, há indícios de irregularidades nos contratos firmados com a empreiteira para duplicação da avenida Arquimedes Pereira Lima, conhecida como “Estrada do Moinho”.

 

Conforme o Isso É Notícia revelou, a Trimec foi beneficiada em uma licitação fraudulenta para locação de máquinas pesadas para a Prefeitura de Cuiabá, onde empresas com endereços duplicados e sem habilitação fiscal participaram para que a empreiteira vencesse a disputa. Uma das empresas, inclusive, tinha como descrição de atividade econômica “serviços de papelaria”.

 

Em depoimento à Polícia, Itacir afirmou que se formou um “pacto” entre os empresários Valdinei Mauro de Souza, Wanderley Torres, Mauro Mendes e Antônio Barbosa, para prejudica-lo. Ele era um dos funcionários que estavam presente na suposta tentativa de homicídio contra Wanderley e Valdinei, ocorrida na Fazenda Juricaba, em Várzea Grande, no ano de 2012.

 

Depoimento ex-gerente

 

 

No ano passado, Itacir denunciou que a tentativa de homicídio não passou de uma armação arquitetada pelos empresários Valdinei, Wanderley, Mauro Mendes e Antônio Barbosa para incriminar o empresário Filadelfo dos Reis Dias, que havia, pouco tempo antes, desfeito uma sociedade empresarial com os envolvidos.

 

Após a suposta tentativa de homicídio, Valdinei registou boletim de ocorrência contra Filadelfo por ameaça que teria ocorrido antes do episódio em Várzea Grande.

 

A trama contaria com a participação de um delegado da Polícia Civil, nomeado através de portaria para atuar no caso e até de membros do Ministério Público Estadual (MPE) que aceitaram “encampar” as acusações contra Filadelfo.

 

Por unanimidade, a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, trancou a ação penal contra Filadelfo por absoluta ausência de indícios que justificassem a ação penal contra o empresário.

 

O ex-gerente afirmou à Polícia que, no dia do crime, foi o único funcionário espancado pelos assaltantes e que poucos dias antes tinha entrado em desentendimento com o empresário Valdinei Mauro de Souza, que é réu em ação proposta pelo MPF por conta da fraude milionária no leilão da Minérios Salomão, realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso, em 2011.

 

As declarações foram prestadas à Delegacia Central de Várzea Grande e foram encaminhadas ao Ministério Público Estaudal e Federal e à Polícia Federal.

 

Carteado

Silval e empreiteiro investigado jogam cartas

Carteado

 

Há alguns meses, uma fotografia circulou as redes sociais de Cuiabá. Nela, o governador Silval Barbosa aparece ao lado empresário Wanderley Torres, dono da Trimec, em uma mesa de carteado.

 

Informações de bastidores dão conta de que ambos são amigos e sempre se reúnem para discutir “seus negócios”.

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