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O senador Jayme Campos (DEM), que deve tentar, novamente, uma vaga no Senado |
O senador democrata Jayme Campos estipula até o dia 15 de março para o senador Pedro Taques (PDT) decidir qual será o candidato ao Senado em seu projeto de concorrer ao governo de Mato Grosso.
Embora tenha articulado a adesão do PSDB e DEM ao Movimento Mato Grosso Muito Mais, o PDT mantém diálogos com o PR oferecendo a vaga que será aberta ao Senado ao presidente do diretório estadual dos republicanos, deputado federal Welington Fagundes. O cenário permanece indefinido, uma vez que o PR é considerado o principal aliado da base do governo do Estado e detém 7 secretárias de Estado.
“Não vou brigar por vaga, não vou brigar por candidatura, vou disputar a eleição independente da candidatura que tiver. O que não pode é subestimar o DEM. Temos aliados em contexto nacional como o próprio PSDB, SDD, PTB e eu tenho capacidade e voto para buscar meu espaço seja ao Senado ou ao governo”, disparou.
Ao mesmo tempo em que defende uma definição, Jayme Campos nega existir qualquer pressão contra o PDT. “É preferível até uma pesquisa para avaliar qual o melhor nome para a disputa. Se for necessário, não disputo a reeleição e sigo outro caminho”, disse.
O democrata defende que, para dialogar com a oposição, o PR deve abrir mão dos cargos ocupados no governo do Estado. “Não tenho nada contra o PR, mas o partido tem que deixar todas as Secretarias de Estado que tem no governo Silval, se deixar será bem vindo. Proponho até uma pesquisa entre eu e Fagundes, quem for o melhor será o candidato o grupo”, ressaltou.
Em recente entrevista ao Isso É Notícia, o sobrinho de Jayme e pré-candidato a deputado estadual, Julio Campos Neto (DEM), afirmou que mesmo que haja conversas entre PR e PDT é incerto que a aproximação se concretize, pois, para ele, Fagundes não teria força dentro do partido para arrastar a sigla da base do governo, ao da oposição. “Em minha opinião, o PR não vem. Não vai largar o governo, o deputado Emanuel Pinheiro, junto com Fagundes não tem essa força. Eles não vão conseguir rumar o partido para esse caminho”.
“A visão do senador Jayme Campos é que esse seria o beijo da morte, mataria o discurso do senador Pedro Taques, porque você é oposição, critica o PR desde o inicio, você é contra o governo atual, e então se junta a ele? Eu acho que antes de se tomar uma decisão assim, você deveria fazer uma pesquisa, chamar esses grandes estudiosos”, afirmou Campos Neto.










