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Investigado na Operação Ararath era filiado ao PDT e a filha dele trabalha no gabinete do senador Pedro Taques (PDT) em Brasília |
Como adiantado na tarde de ontem pelo Isso É Notícia, o jornal o Estado de S.Paulo deu destaque a relação próxima do senador Pedro Taques (PDT) com um dos investigados na quarta fase da Operação Ararath, deflagrada na última quarta-feira (19).
Além disso, o jornal paulista dá destaque ao envolvimento do ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, que reclamou à reportagem da falta de apoio do governador Silval Barbosa (PMDB) e do senador Blairo Maggi (PR).
Em entrevista ao Estado, o ex-secretário disse se sentir "escanteado" pelos dois políticos. "Atuei muito forte, sob as ordens de Silval e de Maggi. Tanto um como o outro não se dignaram a me ligar, em solidariedade", reclamou.
Na matéria, o Estado afirma que a PF apurou que o grupo possuía uma "intensa e vultosa" movimentação financeira, por intermédio de recursos de terceiros e empréstimos, com atuação análoga a de uma instituição financeira.
Empresas de fachada e de factoring eram usadas. Entre elas, segundo a PF, a Piran Factoring, do empresário Valdir Piran, que tem amigos influentes no Judiciário. Em maio de 2012, ele foi um dos convidados da festa de aniversário da filha do advogado José Geraldo Alckmin, que contou com a presença de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Taques afirmou que "não tem nada a temer" e que sua amizade com o empresário investigado será mantida, bem como o emprego da filha dele, até que ele conheça o teor da investigação, que tramita em sigilo. Procurado, por meio de sua assessoria, Maggi não se pronunciou.
O governador Silval disse, também por assessores, que o ex-secretário atuou sob suas ordens, sim, mas sempre "com a maior correção e lisura." Segundo o governador, quem pediu demissão do governo foi Eder.
Além do Estadão, o jornal Folha de S.Paulo também deu destaque ao assunto.
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