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Para João Edisom, PSD sofrerá consequências da decisão de desembargadora |
A liminar que determinou o cancelamento da cassação do vereador João Emanuel (PSD) pode prejudicar a imagem dos componentes do Partido Social Democrata e seus aliados, acredita o analista político João Edisom de Souza.
Os trabalhos de cassação do mandato do vereador e ex-presidente da Câmara feitos pela Comissão de Ética, foram suspensos na manhã desta terça-feira (15), após decisão judicial.
Para o analista, a decisão da desembargadora Maria Aparecida Ribeiro foi um erro. Em liminar, ela reconheceu como equivoco da Comissão não ter intimado o vereador no prazo de três dias uteis. “É muito ruim quando um poder interfere no outro. Essa judicialização da política não é benéfica. O juizado do Brasil tem uma série de coisas mais importantes para trabalhar”, contou.
Os mais prejudicados pela liminar, concedida poucas horas antes da votação, serão os aliados políticos do Partido Social Democrata, revelou João Edisom. “O partido e o grupo político dele é que sofrem com tudo isso, tendo as suas imagens vinculadas ao caso. Essa liminar acaba puxando para baixo todo o partido e a sua base aliada”, pontuou.
A sessão que irá votar o pedido de cassação do vereador João Emanuel (PSD), não ocorrerá na próxima terça-feira (22), como havia declarado o presidente da Câmara Júlio Pinheiro (PTB). Isso porque, segundo os advogados de defesa do social-democrata, o processo está suspenso desde a fase inaugural, ainda na Comissão de Ética.
O adiamento da votação para a cassação do ex-presidente da Câmara, conforme João Edisom, poderá ter reflexos na tomada de decisão dos vereadores. “Quanto mais pressão tiver, menos será o grau de consciência dos parlamentares. Tudo isso pode influenciar, de maneira positiva ou negativa, nos votos”, disse o analista, que é totalmente contra a prorrogação, pois acredita que ela só trará mais especulações.
Contrário à intervenção judicial na votação, João Edisom acha que a decisão da desembargadora levantará questionamentos na população. “Existem momentos em que o judiciário não deve interferir, esse seria um deles”. Ele acredita que a imagem do Tribunal de Justiça ficará comprometida após a decisão. “A política do país já é muito criticada. O judiciário se envolver em um caso desses pode ser prejudicial ao próprio órgão”, finalizou.
Votação adiada
Os trabalhos de cassação do mandato do vereador e ex-presidente da Câmara, vereador João Emanuel (PSD), feitos pela Comissão de Ética, foram suspensos na manhã desta terça-feira (15), pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, que reconheceu como equivoco da Comissão não ter intimado o vereador no prazo de três dias uteis. O pedido de defesa do vereador foi representado pelo advogado Rodrigo Cirineu e impediu a votação nesta terça-feira (15).
Segundo a desembargadora, o pedido de reconsideração merece acolhimento, por ora. A magistrada entendeu que a defesa do vereador não recebeu toda a documentação que consta no processo administrativo que tramita na Câmara Municipal, por isso a desembargadora fez por ora o acolhimento do pedido de reconsideração.
Na decisão foi colocado que, “Não estão presentes os requisitos necessários à concessão de efeito suspensivo ao recurso, pois, a par de não ter sido instaurado formalmente o processo administrativo para apuração de possível quebra de decoro parlamentar, os documentos encaminhados para a sua defesa estão incompletos, faltando cópia do vídeo (DVD/CD) obtido durante a Operação Aprendiz, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (GAECO), o que prejudicou a sua defesa.”









