09 de Outubro de 2026

Cidade icon-weather
??°C
DÓLAR 5,02
EURO 5,63

POLÍTICA E PODER 28 de Março de 2014, 20:06 - A | A

Sexta-feira, 28 de Março de 2014, 20h:06 - A | A

POLÍTICA

Me julgo um preso político, diz João Emanuel após liberdade

Me julgo um preso político, diz João Emanuel após liberdade

Isso É Notícia

Após ser solto da Polinter, João Emanuel deu entrevista na noite desta sexta-feira (28)

O ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador João Emanuel (PSD) afirmou, durante coletiva na noite desta sexta-feira (28), que sua prisão teve viés político por parte de integrantes do Ministério Público. Além disso, o social-democrata afirmou que o MP tenta pressionar os vereadores e cassar seu mandato.

“Querem tentar vilipendiar minha atuação na tribuna, tentar influenciar os vereadores para que eles se sintam constrangidos em me ter por perto, eu acho que foi sim uma tentativa de mandar um recado para a Câmara e para a sociedade, fazendo da pior forma que é denegrindo a imagem de uma pessoa pública”, desabafou.

De acordo com Emanuel, cerca de 30 agentes o seguiram e o cercaram para dar ordem de prisão sem sequer apresentar o motivo da detenção. Ainda segundo seu relato, ele ficou mais de três horas sem nenhum tipo de explicação.

“Quando fui preso, apenas recebi uma carta que determinava a minha prisão em uma única folha sem me dar cópia da decisão completa. Não tinha no Ministério Público cópia da decisão, não franquearam aos meus advogados cópia dessa decisão. Quando foi 12h30 que eles conseguiram ter acesso a essa decisão. Eu fui intimado a tarde, já dentro do presídio para respondê-la”, conta .

O parlamentar explicou que já havia se apresentado em juízo no dia anterior para saber se havia algum pedido de prisão. “Essa privação de liberdade só deveria ser feito com o transito em julgado. Em nenhum momento nos deveríamos ter prisões com o intuito de interferir ou influenciar na vontade popular ou na vontade de alguns julgadores”.

Emanuel acredita que um dos motivos da perseguição seja sua rápida ascensão no meio político, sendo o segundo vereador que mais recebeu votos na história de Cuiabá e o mais jovem a assumir a presidência da Câmara.

“Eu me considero como um preso politico. Porque, mesmo me apresentando em juízo e soltando um vídeo onde a própria autora já tinha falado que eu não tenho a ver com esse tipo de situação, aparece um pedido de prisão com pessoas me seguindo, um número absurdo de pessoas para cumprir o mandado, bastava ir até a minha casa e comunicar a prisão que eu não tinha nem como reagir frente a tantas pessoas e frente a posição publica que tenho”, afirmou.

Durante a coletiva, Emanuel afirmou que há conversas nos bastidores que dão conta que membros do MP devem se candidatar nas eleições deste ano ou do próximo, por isso essa perseguição contra ele. Segundo o vereador, o MP vem vazando informações para imprensa que sequer estão apensados nos processos.

A banca de advogados do parlamentar já encaminhou para um perito da Unicam o vídeo onde Ruth Ruth Hércia da Silva Dutra afirma que João Emanuel não teria nada a ver com o caso investigado.

“Fui preso, fui escrachado publicamente, vi a minha família toda sofrer, todo esse desgaste, com filho pequeno, então entendo que isso ai não pode ser nada além de uma perseguição politica. Acredito que MP vai, agora, apresentar homeopaticamente novas versões, novas gravações, novos fatos, porque segundo consta o meu sigilo fiscal, bancário e telefônico está quebrado”.

HC

Na decisão que libertou João Emanuel da prisão da Penitenciária Central do Estado, o desembargador Gilberto Giraldelli afirmou que a decisão contra o parlamentar estava alicerçada em "generalidades".

“A antecipação da prisão do paciente adquire contorno de cumprimento antecipado de pena, o que é terminantemente vedado pelo direito penal e pela própria Constituição Federal”, diz trecho da decisão.

Na decisão que determinou a detenção de Emanuel e mais três pessoas, Selma Rosane afirmou que o parlamentar tentou atrapalhar de todas as formas as investigações.

No entando, Giraldelli atendeu argumento da defesa que disse que a instrução preliminar do Procedimento de Investigação Criminal (PIC) já está encerrada. “Verifica-se aqui, por óbvio, que a conveniência da instrução criminal não se mostra em situação de perigo, até porque, já amplamente concretizada, bastando, apenas sua confirmação no contexto da ação penal".

Aprendiz

A Operação Aprendiz foi deflagrada em novembro de 2013 e investiga a existência de uma organização criminosa montada na Câmara. O parlamentar supostamente emprestava dinheiro em factorings dando como garantia imóveis e terrenos com documentação fraudada de transferência de posse. Um desses terrenos seria o de Ruth.

Os empréstimos seriam quitados com dinheiro desviado da Casa de Leis por meio de direcionamento de uma licitação no contrato firmado com uma gráfica na ordem de R$ 1,6 milhão. O dinheiro emprestado financiaria a campanha de Emanuel para deputado estadual nas eleições de 2014. No segundo vídeo amplamente divulgado, o social-democrata ensinava como faz a fraude.

Comente esta notícia

(65) 9 8140-1684

[email protected]

CNPJ: 18.751.405/0001-27