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POLÍTICA E PODER 25 de Dezembro de 2021, 14:15 - A | A

Sábado, 25 de Dezembro de 2021, 14h:15 - A | A

POLÍTICA

Na Assembleia, Covid-19 matou Silvio Fávero e deixou Barranco na UTI por 52 dias

O primeiro chegou a ficar 80 dias internado em hospital e muitos outros se recuperando em casa

Com ideologias, partidos e pautas opostas na Assembleia Legislativa (ALMT), os deputados Valdir Barranco (PT) e Silvio Fávero (PSL) foram acometidos gravemente pelo novo coronavírus em 2021. O primeiro chegou a ficar 80 dias internado em hospital e muitos outros se recuperando em casa. O segundo não teve tempo de ser transferido e morreu em um hospital de Cuiabá.


Fávero faleceu no dia 13 de março de 2021, durante o “pico” da segunda onda de Covid-19 no Brasil, e apenas 9 dias após ser internado. Ele já havia sido contaminado pela doença anteriormente, de forma leve. Na reinfecção, foi intubado dois dias após a internação.

 


Bolsonarista, Fávero chegou a acusar prefeitos de receber R$ 19 mil por cada morte atestada por Covid-19, em julho de 2020. Na tribuna, o parlamentar disse ainda “que ninguém morre mais de nada, ninguém morre de câncer e que não existe mais doença no Brasil, a única é a Covid”. As declarações do deputado sobre recebimento e recursos por cada morte foram desmentidas pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Estado de Saúde.

O deputado, natural de Umuarama, chegou a Mato Grosso em 1990 e foi um dos primeiros advogados de Lucas do Rio Verde. Em 2016, foi eleito vice-prefeito da cidade de Lucas, com forte atuação a favor do desenvolvimento municipal, sendo projetado e estimulado popularmente ao cargo de deputado estadual. Eleito para o primeiro mandato parlamentar em 2018, Fávero foi destaque na Assembleia Legislativa de Mato Grosso pela alta produtividade, autor de centenas de projetos e mais de 20 leis aplicadas em benefício da sociedade, popularmente conhecido como deputado artilheiro.

Após sua morte, a AL empossou o suplente Gilberto Cattani, não sem antes passar por um ‘imbróglio’. Isso porque o suplente à vaga, Emílio Populo, empresário de Juína, acreditava que era ele quem seria empossado. Chegou a dizer à imprensa que Cattani agiu como um “marido traído” ao sair do PSL e que iria entrar na justiça caso não fosse empossado.

Cattani, por sua vez, afirmou que apesar de ter se desfiliado do PSL em 2020 para concorrer a suplente de senador pelo PRTB, já estava de volta ao partido desde 22 de fevereiro. Ele tomou posse dia 18 de março, cinco dias após a morte de Fávero.

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Petista internado

Barranco testou positivo para Covid-19, assim como sua esposa, Rose Barranco, em 11 de fevereiro. Quatro dias depois foram ambos internados em UTI de Cuiabá. No dia 22 de fevereiro, com complicações agudas, a família e a equipe médica que o acompanhava decidiram pela sua transferência para um hospital referência em São Paulo.

O petista ficou em UTI por 52 dias, foi para a enfermaria e, por uma intercorrência infecciosa, teve que voltar para a atenção semi-intensiva, em razão das dificuldades respiratórias. Ficou lá por pouco tempo e retornou para a enfermaria.

A alta hospitalar veio em 5 de maio. Com a saída da sedação, o parlamentar recebeu diversas notícias, dentre elas a morte de Fávero e de que ele não fazia mais parte da Mesa Diretora da Casa de Leis.

Na eleição de junho de 2020, que acabou anulada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Barranco havia sido eleito como segundo-secretário. Dessa vez, no entanto, foi apenas homenageado como nome da chapa do presidente eleito Max Russi (PSB).



Fonte: OLHAR DIRETO

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