Secretário de Estado de Segurança Pública, Mauro Zaque
O secretário de Segurança Pública Estadual (Sesp), Mauro Zaque, afirmou que a Operação Sodoma é apenas a primeira e que outras ações do gênero deverão ser realizadas no Estado, no combate direto à corrupção no setor público.
As declarações foram feitas durante entrevista ao programa "Cadeia Neles", da TV Record (Canal 10).
As investigações da Polícia Fazendária apontam que o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e os ex-secretários Pedro Nadaf (Indústria e Comércio e Casa Civil) e Marcel de Cursi (Fazenda) fariam parte de um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado à concessão de incentivos fiscais no Estado.
A Delegacia de Combate à Corrupção está sendo reestruturada para que o Estado de Mato Grosso não venha, no futuro, ser vitima novamente desse tipo de bandalheira, que atinge diretamente os cofres cofres públicos. Essa foi apenas a primeira operação, outras virão, afirmou.
Zaque disse que a Secretaria de Segurança Pública colabora com as ações, dispondo dos meios necessários para que as investigações sejam feitas livremente.
A Sespe, hoje, atua no sentido de prover todas as polícias de todos os meios necessários para que investiguem livremente. O que acontecia, antes, é que muitos delegados, promotores e policiais se viam 'amarrados' na investigação porque havia interesses políticos. O governador Pedro Taques foi muito feliz quando disse que ninguém está acima da lei, afirmou.
O secretário disse que, no desenvolvimento da Operação Sodoma, não há interesse pessoal. Ele afirmou que fez questão de não tomar conhecimento a fundo sobre a operação, para que a Polícia Civil pudesse fazer seu trabalho, com toda a isenção possível.
Na condição de secretário de Segurança, fiz questão de não tomar conhecimento de nenhum detalhe dessa operação, dei toda a liberdade para que a Polícia Civil pudesse realizar seu trabalho com toda isenção e imparcialidade. Então, é bom deixar claro que não existe pessoalismo nisso, ninguém está fulanizando ou buscando alvos, nós investigamos fatos, disse.
Não estou a par das provas de forma detalhada, prefiro nem saber. O Estado tem que garantir os meios para que os policiais possam fazer as investigações com tranquilidade, sabendo que não vai haver nenhum tipo de retaliação. Muito pelo contrário, é um trabalho digno de elogio e a população deve ser honrada, afirmou.
De acordo com Mauro Zaque, está sendo feito um rastreamento para encontrar todo o dinheiro desviado.
A corrupção é muito mais grave, ela tira do cidadão a sua esperança, ela nega um futuro digno com Educação, Segurança e Saúde. Ela tem que ser combatida, não interessa se é ex-governador ou ex-ministro, seja o que for. Existe rastreamento para esse dinheiro desviado, ele está em algum lugar. Esse recurso pertence ao povo de Mato Grosso e vai voltar para os cofres públicos, para ser investido em favor da população, disse.
Essa determinação não parte do governador Pedro Taques. Essa determinação parte da lei, que identifica a conduta criminosa, os seus autores e o recurso que foi desviado, para trazê-lo de volta para os cofres públicos. Então, isso é um dever, completou.
Operação Sodoma
Os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf (Indústria e Comércio e Casa Civil) e Marcel de Cursi (Fazenda) foram presos na tarde de terça-feira (15), em Cuiabá, pela Polícia Civil, por meio da Operação Sodoma.
O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) também teve mandado de prisão decretado pela Justiça.
Ele se entregou na noite de quinta-feira (17) e está detido no quartel do Corpo de Bombeiros, no bairro do Porto, em Cuiabá.
As investigações apontam que o suspeitos teriam montado um esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro, em 2013 e 2014, relacionado à concessão de incentivos fiscais, por meio do Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso).
Os pedidos de prisão foram feitos pela Delegacia Fazendária, após um levantamento em conjunto de dados feito pelo Cira (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos).









