Douglas Trielli / Isso É Notícia

Além de ouvidor-geral da Defensoria, Paulo Lemos é militante dos Direitos Humanos e afirmou que secretário "não é Deus" para fazer tal afirmação
O ouvidor-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Paulo Lemos, se posicionou contrário à fala do secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, em entrevista ao site HiperNotícias. Bustamante alegou que a taxa de homicídios em Várzea Grande está dentro do normal, de acordo com a reportagem, o secretário afirmou que ‘quem é inocente está vivo’. Já o ouvidor afirma que falas como essas não contribuem para o combate à violência.
Em sua argumentação, o ouvidor defende que as pessoas precisam responder por seus atos, mas de forma que possam voltar à sociedade para seguir uma vida sem criminalidade. Além disso, Paulo defende que é necessário levar em consideração a história de vida destas pessoas para se entender as razões que as levaram a seguir o caminho da violência.
“O secretário cometeu um erro inadmissível ao se posicionar como se estivesse acima do bem e do mal, ao ponto de se por na condição de julgar a mente e os corações das pessoas, sem levar em consideração suas histórias de vida. As pessoas têm, sim, de serem responsabilizadas pelos seus atos, porém de forma humanitária, buscando a compensação e também a restauração dessa pessoa”, afirmou.
O ouvidor ainda destacou que a violência só é aceitável em casos de autodefesa ou para proteger alguém. Contudo, Lemos ressalta que esta violência deve ter um limite proporcional ao risco que a vítima corre no momento.









