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O presidente do diretório estadual do PSB, prefeito de Cuiabá Mauro Mendes |
Como forma de estabelecer consenso e garantir PSDB e DEM unidos em torno do propósito de eleger o senador Pedro Taques (PDT) na disputa ao governo do Estado, o presidente do diretório estadual do PSB, prefeito de Cuiabá Mauro Mendes, defende a discussão de o grupo político lançar duas candidaturas ao Senado, representadas pelo senador Jayme Campos (DEM) e pelo deputado federal Welington Fagundes, agregando assim o apoio do PR e mais potencial político à oposição.
Embora em 2014 tenha apenas uma vaga aberta ao Senado, a legislação eleitoral não proíbe que mais de um candidato ao Senado apoie uma única chapa ao Governo.
Por isso, na avaliação de Mendes, essa é a solução mais cabível para evitar um “racha” no grupo político que deseja apoiar Taques.
“Por que não ter os dois como candidatos? Deixa o povo escolher. Não tem problema, isso não é proibido. A disputa por espaço político é natural em eleição, todos os partidos querem assegurar seu espaço. Mas as composições são feitas de acordo com a força dos nomes e dos partidos, e a capilaridade eleitoral”, afirma.
Para reiterar sua posição, Mendes observa que Jayme Campos e Welington Fagundes tem ampla carreira política e serviços prestados à população, o que permite a ambos reivindicar a participação na chapa majoritária..
“Jayme tem longa história política em Mato Grosso, e tem legitimidade em reivindicar a vaga para a reeleição; mas não tem exclusividade. E o PR tem legitimidade para reivindicar cargos na majoritária, como outros partidos também. O meu partido também vai priorizar ter candidato na chapa majoritária junto com Pedro Taques”, comenta.
Atualmente, o projeto candidatura de Taques ao governo do Estado tem a adesão de do PDT, PSB, PPS, PV, DEM e PSDB.
O presidente do diretório estadual do PDT, deputado estadual Zeca Vianna, ainda articula nos bastidores a inclusão do PTB, que está em negociação para compor o grupo, bem como o PR – este último ainda dividido entre se aliar à base governista, da qual faz parte, ou à oposição representada pelo grupo de Taques.
O PTB também tenta negociar essa vaga, para lançar a ex-senadora Serys Slhessarenko na disputa ao Senado.
Toda a polêmica do grupo de Taques se dá em torno da vaga ao Senado oferecida ao PR para atrai-lo ao projeto político. O senador Jayme Campos já demonstrou rejeição à aliança e defende que o PR entregue todos os cargos ocupados na gestão estadual para, a partir daí, iniciar uma discussão com o bloco político da oposição.
Por outro lado, Mauro Mendes e o presidente do PPS, o prefeito de Rondonópolis Percival Muniz, defendem a aliança com o PR, principalmente em função do peso do apoio do senador Blairo Maggi (PR) e essa chapa.
“Claro que a formalização do convite ao PR será feita depois de ouvir todos os partidos que compõem esse movimento. Mas eu defendo que o PR esteja conosco porque eles me apoiaram em 2012 e estivemos juntos em 2008. Tenho no PR grandes amigos que poderão somar”, completa Mendes.










