Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB)
Seis meses após o manifesto que culminou com o abraço ao TCE e resultou no afastamento das indicações do deputado Gilmar Fabris e da ex-secretária estadual Janete Riva para cargo de conselheiro do tribunal, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso abriu as portas para o diálogo com as categorias de trabalhadores ligadas ao Tribunal de Contas do Estado, sinalizando para a abertura de um processo com transparência visando a escolha de nomes para ocupar o cargo mais cobiçado do órgão.
O avanço foi registrado nesta segunda-feira (18.05), quando o deputado Guilherme Maluf, presidente da AL, recebeu para uma reunião, a presidente do do Sindicato dos Trabalhadores do Tribunal de Contas do Estado (Sinttcontas), Eloisa Ferreira, da Associação dos Auditores (Audipe), Vander Silveira e dos Aposentados, Antônio Felipe Camarão para discutir sobre a situação.
No encontro, que durou quase uma hora, o presidente da AL manifestou o interesse na realização de um processo transparente, dialogando e acatando as recomendações do Ministério Público quanto ao rito e sem pressa. Hoje a escolha da vaga de novo conselheiro, cuja indicação tem de ser referendada pela AL, está travada por força de uma ação, no Supremo Tribunal Federal (STF) suspendendo novas nomeações.
Ao comentar a postura de Guilherme Maluf, a presidente do Sinttcontas observou um estreitamento entre a AL e o TCE, o que nunca ocorreu no passado. Desta vez, notamos um comprometimento e uma intenção de melhorar o relacionamento com o tribunal, o que pode contribuir para o destravamento dessa questão, afirmou a dirigente que não abre mão de um processo limpo. Nossa posição é a mesma. Nossa luta não é contra este ou aquele, mas pela transparência na indicação de nomes para o cargo de conselheiro, que é o que a sociedade quer, afirma.
O presidente da Audipe, Vander Silveira reagiu com naturalidade aos boatos de indicação de três nomes políticos para a disputa de uma cadeira no Tribunal, no entanto, assegurou que "vamos cobrar que haja espaço para a sociedade participar. Segundo ele, não há como aceitar livremente: Os deputados têm que definir um rito que possibilite a participação de todos que cumpram os requisitos para o cargo de forma aberta à Sociedade. Vejo que essa abertura da AL para o processo democrático representa um notável avanço no processo para a moralização das indicações para conselheiro, complementa.








