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Comissão de Ética pede reforço jurídico contra banca que defende João Emanuel (PSD) |
O presidente da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, vereador Toninho de Souza (PSD), afirmou ao Isso É Notícia que solicitou à Mesa Diretora um advogado para acompanhar, exclusivamente, o grupo que cuida do processo administrativo disciplinar por quebra de decoro parlamentar, ao qual responde o vereador João Emanuel (PSD).
Isso porque, o parlamentar acredita que, daqui para frente, a batalha deve se concentrar muito mais no campo jurídico. Para Toninho, o vereador investigado está amparado por uma banca que vai desde sua família até advogados especialistas.
“Temos um procurador efetivo, mas ele trabalha meio período e tem o suplente de vereador Paulo Borges, que é assessor jurídico, mas ele cuida de outras coisas e não pode ficar totalmente à disposição. Estamos tratando de um assunto sério que é um mandato de vereador, então precisamos de alguém que tenha domínio total sobre o assunto”, explicou.
A solicitação deve ser respondida ainda nesta quarta-feira (26), já que o social-democrata pediu urgência no caso, para que o novo advogado já atue no agravo de instrumento interposto contra a decisão, em caráter liminar, do juiz Luis Fernando Voto Kirchde, que suspendeu o prazo para que Emanuel apresente sua defesa no processo administrativo.
“Pedi que o Júlio Pinheiro fizesse uma sondagem, mesmo que fosse fora do Estado, para que já nos apresente um nome. Queremos alguém expert”, disse.
Vai e vem
Faltando uma semana para expirar o prazo de entrega da defesa, o advogado Eduardo Mahon, que representa Emanuel, protocolou pedido na Comissão para que fosse prorrogado o prazo devido aos documentos apresentados pela CEDP estarem incompletos.
O pedido foi negado, pois, para os membros da Comissão, a defesa do social-democrata estaria usando subterfúgios para estender o prazo de defesa.
No último final de semana, Mahon conseguiu uma decisão a seu favor, após Kirche suspender o prazo.
Não satisfeitos, a Comissão interpôs agravo de instrumento contra a decisão em caráter liminar.
Orientação do advogado
Para Toninho de Souza, a defesa de Emanuel está usando todas as estratégias jurídicas para protelar a investigação. “O próprio Emanuel não contestou, não se manifestou sobre estar faltando documentos, quem se manifestou foi o advogado, ele ficou quieto, porque tenho certeza que ele recebeu, ele sabe disso”.
Em resposta a afirmação de Toninho, o vereador João Emanuel desconversou e apenas parabenizou a atuação de seu correligionário.
“Eu parabenizo ele pela ação parlamentar e de forma nenhuma rechaço ou quero causar um senão. Agora é esperar o que o Poder Judiciário irá dizer e trabalharmos com essa decisão”.










