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POLÍTICA E PODER 25 de Fevereiro de 2014, 15:00 - A | A

Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014, 15h:00 - A | A

POLÍTICA

Prevendo novas batalhas judiciais, Comissão busca advogado fora do estado

Prevendo novas batalhas judiciais, Comissão busca advogado fora do estado

Divulgação

Comissão de Ética pede reforço jurídico contra banca que defende João Emanuel (PSD)

O presidente da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, vereador Toninho de Souza (PSD), afirmou ao Isso É Notícia que solicitou à Mesa Diretora um advogado para acompanhar, exclusivamente, o grupo que cuida do processo administrativo disciplinar por quebra de decoro parlamentar, ao qual responde o vereador João Emanuel (PSD).

Isso porque, o parlamentar acredita que, daqui para frente, a batalha deve se concentrar muito mais no campo jurídico. Para Toninho, o vereador investigado está amparado por uma banca que vai desde sua família até advogados especialistas.

“Temos um procurador efetivo, mas ele trabalha meio período e tem o suplente de vereador Paulo Borges, que é assessor jurídico, mas ele cuida de outras coisas e não pode ficar totalmente à disposição. Estamos tratando de um assunto sério que é um mandato de vereador, então precisamos de alguém que tenha domínio total sobre o assunto”, explicou.

A solicitação deve ser respondida ainda nesta quarta-feira (26), já que o social-democrata pediu urgência no caso, para que o novo advogado já atue no agravo de instrumento interposto contra a decisão, em caráter liminar, do juiz Luis Fernando Voto Kirchde, que suspendeu o prazo para que Emanuel apresente sua defesa no processo administrativo.

“Pedi que o Júlio Pinheiro fizesse uma sondagem, mesmo que fosse fora do Estado, para que já nos apresente um nome. Queremos alguém expert”, disse.

Vai e vem

Faltando uma semana para expirar o prazo de entrega da defesa, o advogado Eduardo Mahon, que representa Emanuel, protocolou pedido na Comissão para que fosse prorrogado o prazo devido aos documentos apresentados pela CEDP estarem incompletos.

O pedido foi negado, pois, para os membros da Comissão, a defesa do social-democrata estaria usando subterfúgios para estender o prazo de defesa.

No último final de semana, Mahon conseguiu uma decisão a seu favor, após Kirche suspender o prazo.

Não satisfeitos, a Comissão interpôs agravo de instrumento contra a decisão em caráter liminar.

Orientação do advogado

Para Toninho de Souza, a defesa de Emanuel está usando todas as estratégias jurídicas para protelar a investigação. “O próprio Emanuel não contestou, não se manifestou sobre estar faltando documentos, quem se manifestou foi o advogado, ele ficou quieto, porque tenho certeza que ele recebeu, ele sabe disso”.

Em resposta a afirmação de Toninho, o vereador João Emanuel desconversou e apenas parabenizou a atuação de seu correligionário.

“Eu parabenizo ele pela ação parlamentar e de forma nenhuma rechaço ou quero causar um senão. Agora é esperar o que o Poder Judiciário irá dizer e trabalharmos com essa decisão”.

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