O projeto de lei apresentado, nesta semana, pelo senador José Medeiros (PPS), quer exigir que políticos investigados por corrupção ou crimes contra a administração pública provem a origem das receitas que pagam seus advogados.
A polêmica proposta colocou em xeque o sigilo profissional entre cliente e advogado, que está na lei federal que rege a profissão, gerando muitas discussões e opiniões contrárias, como a advogado Eduardo Mahon, presidente da Academia Mato-grossense de Letras e pré-candidato a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso.
Mahon, claro, está defendendo os interesses corporativos de sua classe, o que é perfeitamente legítimo.
Entretanto, a proposta de Medeiros coloca o interesse público e coletivo acima do sigilo profissional entre cliente e advogado. Pela proposta, essa quebra de sigilo ocorreria apenas em relação a investigados de surrupiar dinheiro público.
É um projeto que visa evitar que agentes públicos corruptos paguem fortunas a advogados conceituados com o próprio erário público roubado. Oras, nada mais justo e correto diante da roubalheira desenfreada que atinge todas as esferas de poder no Brasil.
E mais: nesses casos de esquemas pesados de corrupção, como bem se sabe, muito "peixe pequeno" tem advogado pago por "peixe grande" em troca de proteção...
Agora, cabe a Medeiros ser categórico ao defender sua proposta e enfrentar o lobby contrário que, com certeza, será iniciado por entidades ligados à classe de advogados.









