Montagem / Isso É Notícia |
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O advogado Bruno Boaventura da ONG Moral falou sobre relação do senador Pedro Taques (PDT) com o empresário Fernando Mendonça |
O coordenador do Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania (Ong Moral), Bruno Boaventura, afirmou durante entrevista ao programa Café com Política que a relação entre o senador Pedro Taques (PDT) e o investigado na Operação Ararath Fernando Mendonça pode ser prejudicial ao mandato do parlamentar.
“Os indícios são bem fortes, não tem como negar que não exista uma relação direta e de confiança entre os dois, não tem como descaracterizar isso. O que é preciso saber é se essa relação compromete o mandato do senador”, disse.
Segundo Boaventura, é preciso esperar que Taques venha a público explicar essa relação para só então a ONG se posicionar se pede ou não a cassação do parlamentar.
“Acredito que a ONG tem que pedir uma investigação pontual, não vamos fugir do nosso papel. Mas é preciso esperar que ele (Taques) se posicione não só para as pessoas que o elegeram, mas para toda sociedade mato-grossense”, aconselhou.
Durante a entrevista, Boaventura deixou duas questões para que Taques responda. A primeira é qual a relação dele com Fernando Mendonça; a segunda é se essa relação tem a possibilidade de fazer interferência em seu exercício de senador.
“Tudo leva a crer que sim, porque uma pessoa que tem doado dinheiro, nomeado a filha para trabalhar no gabinete, tudo indica que tem forte influência no mandato do senador”, afirmou.
Conforme revelou reportagem do Isso É Notícia, o Atacado Mendonça, que pertence a Fernando Mendonça foi o principal doador de campanha de Taques nas eleições de 2010. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empresa de Mendonça fez seis depósitos na conta de campanha do pedetista, com valores que vão de R$ 10 mil a R$ 100 mil. No total, a empresa doou mais de R$ 230 mil ao senador. Taques, ao todo, declarou à Justiça que gastou R$ 1,1 milhão.
Após a vitória de Taques ao Senado, o empresário conseguiu emplacar sua filha para trabalhar no gabinete de Taques em Brasília. De acordo com a assessoria de Taques, Ariane Mendonça dá suporte a área de comunicação. “Ela ajuda na publicação de matérias nas redes sociais, publicação de vídeos, toda essa parte de mídias sociais”, informou o gabinete do parlamentar.
O empresário teve sua casa e empresa revistada pela Polícia Federal na deflagração da quarta fase da Operação Ararath. A PF realizou 24 buscas e apreensões em residências e empresas, entre elas a do empresário Valdir Piran, conhecido por atuar com factoring e agiotagem na Capital. As buscas foram autorizadas pelo juiz Jefferson Scheneider, da Segunda Vara Criminal da Justiça Federal de Cuiabá.
Mendonça é investigado por participação no esquema de lavagem de dinheiro que seria encabeçado pelo empresário Júnior Mendonça, dono da Amazônia Petróleo e da Globo Fomental Mercantil, pivô das investigações.









