Diante da falta de sintonia para estreitar a relação com o PDT que trabalha a candidatura do senador Pedro Taques ao governo do Estado, o DEM já admite a possibilidade de construir uma aliança com o PMDB e outros partidos aliados da presidente Dilma Rousseff em Mato Grosso.
Uma aproximação do DEM, antigo PFL, com peemedebistas, não é considerado uma novidade no cenário político de Mato Grosso. Em 1998, com o propósito de impedir a reeleição do então governador Dante de Oliveira (já falecido), que concorria pelo PSDB, houve uma aliança do PFL e PMDB. No entanto, tal parceria é considerada um dos maiores fracassos na história recente da política de Mato Grosso.
Naquela época, Júlio Campos, então senador, perdeu a eleição para Dante de Oliveira na disputa pelo Palácio Paiaguás. Por outro lado, Bezerra perdeu a renovação de seu mandato ao Senado para Antero Paes de Barros, eleito para o primeiro mandato de senador.
Na visão do cientista político João Edisom de Souza, uma nova aproximação do PMDB com o DEM não deve repetir o mesmo feito de 1998. O argumento é que o cenário político é totalmente outro com parte das lideranças políticas daquele momento esquecidas ou enfraquecidas pelo próprio eleitorado.
“Na época, o Júlio Campos tinha uma força política muito maior. Atualmente, o DEM, antigo PFL, tem sua força política concentrada no Jayme Campos. E o PMDB, está numa situação muito mais confortável, ocupando cadeira do governo do Estado e sendo tratado como peça chave no processo eleitoral por conta disso”.
Conforme João Edisom, uma nova aliança do PMDB com o DEM será analisada mais criticamente por pequena parcela do eleitorado. “Isso pode ser lembrado pelo eleitor dos maiores colégios eleitorais de Mato Grosso e que acompanham a política por mais tempo”.
A relação do DEM com o PDT entrou em conflito nas últimas semanas por conta da vaga que será aberta ao Senado numa chapa encabeçada pelo senador Pedro Taques na disputa ao governo do Estado. O PDT tem mantido diálogo permanente com o PR, oferecendo apoio a candidatura ao Senado do deputado federal Welington Fagundes, o que prejudica o projeto de reeleição do senador Jayme Campos.
Por conta disso, o presidente do diretório estadual do DEM, deputado federal Júlio Campos, vai dialogar com a direção nacional do partido em busca de autonomia para conduzir diálogos com partidos aliados do governo federal como o PMDB.









