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No mês passado, procuradora moveu ação pesada contra coordenador de campanha de Taques, o que faz cair por terra alegação de Riva
O deputado estadual José Riva (PSD) errou ao atacar a procuradora Vanessa Zago, da Procuradoria da República em Mato Grosso. Em entrevista coletiva, o parlamentar, que havia sido preso pela Polícia Federal, acusou a procuradora de ser "argumentos sórdidos”, explorados pela Procuradoria-Geral da República para convencer a Justiça a colocá-lo atrás das grades. Na prática, sugeriu que houve motivação política na conduta da representante do Ministério Público Federal. A tal interferência política partiria do pré-candidato a governardor, Pedro Taques, ex-procurador da República.
Em nota divulgada nesta tarde, a ANPR rechaça qualquer tentativa de intimidação, bem como de afronta à independência, autonomia e isenção de membros do MPF. “Na qualidade de representante da classe de procuradores da República, a ANPR esclarece que a investigação e as prisões dela decorrentes são fruto de um trabalho articulado do Ministério Público Federal, através da Procuradoria da República em Mato Grosso e da Procuradoria Geral da República, e da Polícia Federal”, diz trecho da nota. Read more...
A insinuação de Riva de que Vanessa age para beneficiar Taques não procede. Prova disso foi que a procuradora moveu uma pesada ação civil pública de improbidade administrativa contra o prefeito Mauro Mendes (PSB) no rumoroso caso da fraude milionária no leilão de uma mineradora. Mendes é apontado como coordenador da candidatura de Taques ao governo. Essa ação teria feito com que Taques tentasse intervir a favor de seu aliado junto à Justiça Federal. Comenta-se, nos bastidores, inclusive, que o senador do PDT teria procurador o juiz César Bearsi, da 3ª Vara Federal de Cuiabá, para pedir arrego ao amigo.
Mas, não teve jeito. Bearsi recebeu a ação e indisponibilizou os bens da empresa de Mauro. Analistas jurídicos garantem que a ação de Vanessa contra Mauro foi considerada "pesada" e bem elaborada.








