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Ex-secretária e primeira-dama Roseli Barbosa pode ser intimada para prestar depoimento no Gaeco
A primeira dama de Mato Grosso e ex-secretária de Trabalho e Assistência Social do Estado, Roseli Barbosa, pode estar entre as próximas pessoas a serem ouvidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que deflagrou na última terça-feira a Operação Arqueiro, que tem como alvo a Setas. A pasta ficou a cargo da primeira dama desde o início de 2011 até fevereiro de 2014.
Nesta sexta-feira (02), o promotor do Ministério Público Estadual (MPE), Arnaldo da Silva, responsável pela Operação, informou por meio de sua assessoria que a partir desta segunda-feira (5) dará continuidade às oitivas, ouvindo uma série de pessoas relacionadas à Setas e às empresas, IDH/MT, Instituto Concluir e Microlins, que têm contratos investigados.
Entre as próximas pessoas a prestarem depoimento estão o atual secretário Jean Estevan e a secretária adjunta de Trabalho e Emprego Vanessa Rosin, responsável pelos cursos de capacitação, além de outros adjuntos da pasta. A informação foi repassada pela assessoria da Setas, que informou que o nome da primeira dama Roseli Barbosa não consta no processo.
O depoimento de Roseli Barbosa não foi confirmado pelo MPE. A assessoria ressaltou que o promotor responsável não vai entrar em detalhes e informou apenas que seis servidores indiciados foram ouvidos até o momento, e que vários documentos foram apreendidos durante a busca e apreensão na Setas.
Entenda o caso
A Operação investiga convênios firmados entre o Estado e Institutos de fachada para realização de cursos profissionalizantes.
Investigações realizadas pelo Gaeco em conjunto com o Núcleo de Ações de Competência Originária da Procuradoria Geral de Justiça (Naco) apontam a existência de provável conluio entre servidores lotados na Setas e Institutos sem fins lucrativos para fraudes em licitações e convênios.
Os trabalhos começaram após a divulgação de erros grotescos em apostilas que estavam sendo utilizadas nos cursos de capacitação em hotelaria e turismo promovido pelo Governo do Estado.
Segundo o MPE, nos últimos dois anos, a empresa Microlins e os Institutos de Desenvolvimento Humano (IDH/MT) e Concluir receberam do Estado quase R$ 20 milhões para executar programas sociais referentes ao “Qualifica Mato Grosso”, “Copa em Ação”, entre outros. Para obterem êxito nas contratações, nomes de “laranjas” foram utilizados pelos fraudadores. A qualidade dos cursos oferecidos também está sendo questionada.
Outro lado
A Secretaria de Trabalho e Assistência Social confirma que houve busca e apreensão de documentos que abrangem a área contábil, contratos e prestação de contas e licitações.
Ainda de acordo com a nota emitida, a Setas ressalta que grande parte dos documentos apreendidos já havia sido encaminhados anteriormente ao Ministério Público do Estado, conforme solicitação do órgão.
A Secretaria ainda diz que cabe destacar que os servidores da Setas estiveram à disposição a todo momento para esclarecimentos dos fatos e entrega de documentos, contribuindo com o bom andamento dos trabalhos do Gaeco.









