05 de Outubro de 2026

Cidade icon-weather
??°C
DÓLAR 4,99
EURO 5,60

POLÍTICA E PODER 16 de Abril de 2014, 14:30 - A | A

Quarta-feira, 16 de Abril de 2014, 14h:30 - A | A

POLÍTICA

Sessão que votará pedido de cassação de Emanuel não tem data para ocorrer

Sessão que votará pedido de cassação de Emanuel não tem data para ocorrer

Divulgação

Defesa do vereador João Emanuel (PSD) enviou ofício ao presidente da Comissão de Ética, Toninho de Souza (PSD)

A sessão que irá votar o pedido de cassação do vereador João Emanuel (PSD), não deve ocorrer na próxima terça-feira (22), como declarou o presidente da Câmara Júlio Pinheiro (PTB). Isso porque, segundo os advogados de defesa do parlamentar, o processo está suspenso desde a fase inaugural, ainda na Comissão de Ética.

O advogado Eduardo Mahon, que defende Emanuel, encaminhou, na tarde desta quarta-feira (16), um ofício ao presidente da Comissão, vereador Toninho de Souza (PSD), lembrando que é preciso esperar a decisão do juiz Roberto Teixeira Seror, da 5ª Vara de Fazenda Pública, pois o processo de cassação está judicializado.

“O vereador Faissal veio a público dizer que entregaria na minha casa, na casa do João Emanuel a cópia do DVD e que ele teria cinco dias para se manifestar. Isso não funciona assim, porque o processo está suspenso na fase anterior. Além disso, a CCJ não pode juntar nada do processo, eles só avaliam a questão da legalidade, o comando é da Comissão de Ética”, explicou Mahon.

Até que o juiz Teixera Seror faça o julgamento de mérito, o processo deve ficar estagnado. Só em seguida, a Comissão de Ética deve juntar todos os documentos nos autos, apresentar à defesa, passar pelas oitivas, onde deve ser ouvido as testemunhas solicitadas por Emanuel, e então apresentar o relatório final.

Por fim, o relatório será reapresentado a CCJ para poder seguir para votação no plenário.

Durante a polêmica sessão desta terça, os vereadores criticaram as alegações de Emanuel sobre não haver cópia do DVD obtido durante a Operação Aprendiz, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no ano passado, onde o parlamentar aparece ensinando como fraudar licitação no Legislativo Municipal. Para os parlamentares, o vídeo foi amplamente divulgado na mídia e não teria como o vereador e sua banca de advogados não saber do que se tratava.

No entanto, Mahon rebateu as críticas no ofício encaminhado a Toninho de Souza. “A sobredita gravação, ainda que se encontrasse na mídia, deve ser sempre disponibilizada integralmente nos autos (...) não se discute se o defendente tinha ou não ciência de gravações por meio da imprensa, até porque não é este o meio lícito e oficial de comunicação de atos processuais”.

 

Em decorrência da alegação, a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, concedeu uma liminar que impedia a realização da sessão extraordinária de ontem. A liminar revalida entendimento anterior do juiz Luiz Fernando Voto Kirsche que pediu que fosse aguardado o julgamento de mérito do recurso.

Comente esta notícia

(65) 9 8140-1684

[email protected]

CNPJ: 18.751.405/0001-27