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O governador Silval Barbosa (PMDB) irá se reunir com a presidente Dilma Rousseff (PT) nas próximas semanas |
O governador Silval Barbosa (PMDB) só deve anunciar seu futuro político no final de março. Isso porque, o peemedebista irá se reunir, primeiro, com a presidente Dilma Rousseff (PT) e a cúpula nacional do PMDB para debater o assunto.
No entanto é forte a possibilidade de que Silval termine o mandato. O governador já deixou escapar em algumas entrevistas que sua vontade é terminar para que consiga entregar todas as obras em andamento em Cuiabá e Várzea Grande, além do MT Integrado.
Outro fator peso na escolha de Silval, se irá ou não concorrer ao Senado, é a decisão do senador Blairo Maggi (PR). Apesar do republicano afirmar, desde o ano passado, que não pretende voltar ao governo, nos bastidores comenta-se que ele já está repensando o assunto e deve começar a participar das reuniões partidárias assim que passar o carnaval.
Um dos que fazem campanha para que Barbosa termine o mandato é o presidente da Assembleia Legislativa, Romoaldo Júnior (PMDB). Em entrevista na última semana, o deputado revelou que há uma corrente forte no partido que quer a conclusão do mandato.
“O governador esteve em todos os municípios fazendo pareceria com prefeitos, distribuição de óleo diesel, equipamentos que ele entregou às prefeituras e mesmo assim o ônus foi muito pesado. Ele enfrentou greves que teve que negociar com todas as categorias, algumas delas há 12 anos sem reajuste e ele resolveu o problema de mais de 90% das categorias”, enumerou.
Na avaliação do deputado, Silval desenvolveu um governo inédito na história de Mato Grosso e deve, a partir de agora, colher os frutos dessas ações. “Ele vai receber o bônus de governador que mais fez por Cuiabá”.
Fator a favor
Um dos fatores que pode impulsionar Barbosa a deixar o comando do Palácio Paiaguás e entrar na corrida ao Senado é a perda do foro privilegiado, caso não esteja em nenhum mandato eletivo.
Corre no Superior Tribunal de Justiça (STJ) um inquérito que apura um possível desvio de recurso público por parte do peemedebista. O fato teria ocorrido entre 1999 e 2002 enquanto exercia mandato de deputado estadual.
A investigação está parada no STJ, já que a Corte precisa do aval dos parlamentares estaduais para prosseguir com as investigações, conforme prevê a Constituição mato-grossense.










