Moreira Mariz/Agência Senado |
![]() |
O senador Pedro Taques (PDT) |
O senador Pedro Taques (PDT) se juntou à ala independente do Senado e protocolou, na última terça-feira (08), no Supremo Tribunal Federal (STF), mandado de segurança para garantir instalação de uma CPI exclusiva para investigar a compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobras.
A medida deve inviabilizar a possibilidade de um palanque à presidente Dilma Rousseff (PT), nas eleições deste ano, em que Taques deve disputar o Palácio Paiaguás.
“O metrô precisa ser investigado, sim. A Petrobras também precisa ser investigada. Mas, uma coisa não pode ser misturada com outra. Com todo respeito, o regimento interno desta Casa está inviabilizando o que manda a Constituição da República. Viemos ao STF pedir que se cumpra a Constituição, que o direito das minorias de investigar seja assegurado”, afirmou Taques.
A base aliada de Dilma tenta, a todo custo, impedir a investigação da compra da refinaria dos Estados Unidos, feita enquanto a petista comandava o Conselho de Administração da estatal.
A Mesa do Senado optou por juntar cinco suspeitas de irregularidades em uma única CPI, ao invés de aceitar a proposta da oposição, focada apenas na Petrobras. Além dos contratos entre a Petrobras e a empresa holandesa SMB Offshore, a CPI definida pela direção do Senado investiga denúncias relacionadas ao Porto de Suape, contratos dos metrôs de São Paulo e Distrito Federal e convênios na área de tecnologia da informação.
Junto ao pedetista foram ao STF os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), Cristovam Buarque (PDT-DF), entre outros.
CCJ
Enquanto Taques tenta garantir uma CPI única para investigar a Petrobras, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou na manhã desta quarta-feira (09) a abertura de uma Comissão ampla.
Na semana passada, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se posicionou favoravelmente à instalação de uma comissão ampla, mas remeteu sua decisão à análise da CCJ. O relatório aprovado epal CCJ do Senado foi feito pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), que seguiu o entendimento de Calheiros.
(Atualizado às 11h30)










