Governador Pedro Taques (PSDB) e prefeito Mauro Mendes (PSB): caminhos começam a ficar distantes
O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que há grandes chances de ele apoiar uma eventual candidatura à reeleição do prefeito Mauro Mendes (PSB), em Cuiabá, nas eleições do próximo ano.
Taques disse que aguarda um posicionamento de Mendes, já que, até o momento, o prefeito não afirmou se será candidato em 2016.
Existe uma grande possibilidade de estarmos juntos em 2016. Agora, só falta o Mauro definir se é candidato e, aí, vamos discutir politicamente, afirmou Taques, durante evento no Palácio Paiaguas, na última quarta-feira (4).
Primeiro, precisamos saber se o Mauro é candidato. Ele ainda não tratou sobre eleições em 2016, na hora que ele se manifestar como candidato, aí vamos conversar politicamente, disse.
Questionado se o eventual apoio seria uma retribuição à aliança firmada entre ambos, desde as eleições de 2010, quando Taques conquistou uma vaga no Senado Federal e Mendes concorreu, sem sucesso, ao Governo do Estado, o governador afirmou que não.
Não existe essa história de retribuição. Existe um momento histórico que vivemos, estivemos juntos em 2010, 2012 e 2014 e existe grande chance de estarmos juntos em 2016, reiterou.
Cautela
O prefeito Mauro Mendes, por sua vez, tem adotado cautela e prefere não comentar sobre a disputa eleitoral no próximo ano.
Ele tem dito, reiteradas vezes, que só irá tratar de uma eventual reeleição, a partir de abril de 2016.
Segundo Mendes, o objetivo é que sua administração não seja contaminada com discussões políticas.
Alianças
Apesar da cautela adotada por Mendes, nos bastidores vários líderes políticos já demonstram a intenção de apoiar a candidatura à reeleição do socialista.
Um exemplo é o senador Blairo Maggi (PR), que, de malas prontas para o PMDB, já afirmou que vai trabalhar para que os peemedebistas estejam no mesmo palanque do prefeito.
Segundo Maggi, as duas maiores siglas do Estado são as forças necessárias para ajudar em um eventual projeto de reeleição de Mendes.
Cabe ao PMDB e ao PSDB darem apoio a uma candidatura do Mauro. Porque as eleições de 2018 serão as próximas. Lá na frente, os partidos podem sentar, novamente, e definir com quem querem ir, quem ajuda e quem atrapalha. Não vejo grandes problemas nessa questão, disse.









