Mais uma vez a base do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) conseguiu barrar dois pedidos de criação de Comissão Processante que poderia terminar em cassação do seu mandato. Já foram 8 pedidos negados pelos vereadores fiéis ao prefeito. Desta vez, os pedidos foram embasados no relatório final da CPI dos Medicamentos Vencidos que indiciou o Pinheiro e mais 33 pessoas por desperdício de R$ 26 milhões dos cofres públicos.
Os dois pedidos foram rejeitados por 14 votos a 10. Em nenhum dos pedidos, o Lilo Pinheiro (PDT) votou, já que estava presidindo a sessão, e, conforme regimento interno, o presidente não pode votar. Os pedidos foram apresentados pelos vereadores Marcos Paccola (Cidadania) e Marcus Brito Júnior (PV).
Na primeira votação, Maisa Leão (Cidadania) votou no lugar de Paccola, já que quem apresenta o pedido não pode votar. Ela fez a defesa pela criação da Comissão junto com Dilemário Alencar e Diego Guimarães (Cidadania). Já o líder do prefeito, vereador Mário Nadaf (PV), orientou a base a votar contra, alegando que a CPI já indiciou o prefeito e outras pessoas, mesmo sem ouvi-las.
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos pediu o indiciamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e outras 33 pessoas pela centenas de medicamentos vencidos encontrados no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC) da Prefeitura de Cuiabá. O relatório foi aprovado por unanimidade na última segunda-feira (6).
Na conclusão, o relator da Comissão, vereador Marcus Britto (PV), apontou o chefe do Executivo como o principal responsável pelo vencimento dos medicamentos e também requereu ao Ministério Público requeira a devolução de R$ 30 milhões.
O valor refere-se montante de medicamentos vencidos cujas notas fiscais não foram localizadas pela prefeitura, ao volume de medicamentos que vieram a vencer após 16 de abril, data da fiscalização in loco que originou a presente CPI, e ainda ao montante de medicamentos vencidos e descartados antes da mencionada fiscalização.
Veja como votou cada vereador:
Favoráveis: Demilson Nogueira (PP), Diego Guimarães (Cidadania), Dilemário Alencar (Podemos), Edna Sampaio (PT), Eduardo Magalhães (Republicanos), Michelly Alencar (DEM), Pastor Jeferson (PSD), Sargento Joelson (Solidariedade), Marcos Brito Júnior e Maisa Leão (Cidadania).
Contrários: Juca do Guaraná (MDB), Paulo Henrique (PV), Luiz Fernando (Republicanos), Adevair Cabral (PTB), Cezinha Nascimento (PSL), Chico 2000 (PL), Dídimo Vovô (PSB), Kássio Coelho (Patriota), Marcrean Santos (PP), Maria Avallone (PSDB), Mário Nadaf (PV), Rodrigo de Arruda e Sá (Cidadania), Sargento Vidal (Pros) e Wilson Kero Kero (Podemos).
Fonte: GAZETA DIGITAL









