Cuiabá, 09 de dezembro de 2018

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CYNTHIA LEMOS

A força está na diferença. Parabéns mulher!

CYNTHIA LEMOS CYNTHIA LEMOS

Psicóloga empresarial e coach. Especialista no desenvolvimento de líderes e empresas

Cada pessoa é única na sua individualidade, na sua impressão digital. Porém enquanto identidade social, dentre tantas identidades possíveis, posso ser mulher. E ao ser mulher e me conectar com toda essa comunidade de mulheres, tenho a certeza que essa capacidade de acolher, nutrir e formar outra vida nos faz retornar ao nosso próprio lar interior e único.

Ter um dia para se lembrar sempre, que devemos reconhecer esse espaço entre a competência do feminino ao lado, e no mesmo grau de igualdade do masculino, é abrir a possibilidade para um mundo mais equilibrado e melhor.

Até porque a união dessas duas partes e polaridades é que dão possibilidade para que se forme um todo de realização e criação.

Reconhecer a virilidade e força do masculino, valorizando a potência, beleza, força e vulnerabilidade da mulher, é ser capaz de circular em dois mundos que pode dar tanto a mulher ou ao homem muito mais capacidade de criação nos vários lugares e espaços da vida.

Para mim até tocar esse ponto de percepção em minha jornada levei um tempo, muitas vezes procurando o meu lugar encontrei tantas interferências e me vi como mulher tendo que fugir, segurar ou abafar este lado sereno, belo, delicado e de uma força feminina de fonte diferente, como a do meu útero, capaz de acolher, desenvolver, nutrir outra vida que a partir do meu ventre pode nascer, nos como mulheres carregamos com delicadeza a força feminina da vida.

Quantas vezes me desgastei e até quebrei meus dentes para mostrar àquela força que achava ser o único tipo válido na sociedade, a força em abrir uma garrafa para mostrar que eu podia ser comparada em pé de igualdade, sendo que ao lado, havia perto de mim uma potência de força para uma atividade que demandava virilidade, virilidade que eu de alguma forma nutri, quando estou a representar essa legião feminina da qual faço parte.

Como levei tempo a reconhecer que estar em pé de igualdade se tratava justamente de reconhecer a minha diferença e valor diante do que faltava àquele, que tantas vezes eu quis imitar e superar.

E sem compreender que minha força era vital, e não com as minhas lentes míopes somente a corporal.

Penso comigo o quão maravilhoso pode ser se essas polaridades puderem se unir e se acolher em suas diferenças.

Puderem se acolher primeiramente internamente dentro de si como complementares, necessárias e essenciais um ao outro.

Na separação e extrema divisão das polaridades, dividimos e separamos o masculino e o feminino, e observo inclusive em alguns casos uma guerra do negar o outro lado, ou de uma competição sem sentido e fundamentação.

Todas as vezes que eu excluo uma dessas partes, principalmente dentro de mim, eu impeço o nascimento da vida. Isso metaforicamente e realisticamente é tão verdadeiro.

Como posso vir ao mundo se não através da junção dessas polaridades.

Assim, hoje quero celebrar toda essa energia masculina capaz de acolher o feminino e também ao feminino, que com a conquista deste dia possa lembrar ao mundo que há um espaço de igualdade que deve ser acolhido e entregue, um espaço de igualdade justamente quando se valoriza as competências de origens diferentes e complementares.

Algumas vezes pude ver esse homem em uma situação qualquer se segurar como uma rocha na força, como uma represa sólida daquilo que só precisava fluir, não somente representando a sua energia masculina, mas a sua força das águas do rio, da serenidade e amorosidade e da competência da mulher, que muitas vezes este mesmo negou por depreciação e julgando como fraqueza.

Às vezes sim, precisamos contornar as resistências, as pedras, como o sábio Rio o faz. Isso é necessário para que possamos encontrar o nosso lugar. Nosso lugar como ser humano, para além das polaridades homem e mulher, acolhendo as duas forças dentro de nós.

Hoje eu quero convidar as minhas amigas mulheres a permitirem tocar a sua feminilidade com sentimento de serem livres,  sem se sentirem vulneráveis àquilo que muitos chamam de fragilidade, mas eu prefiro chamar de conexão com o sentir. Sem se compararem, ou competirem. Simplesmente reconhecendo a si mesmas no valor único que carregam. Só assim poderemos ter lugar, se ocuparmos o nosso lugar que é imenso, poderoso e nobre.

Ser mulher. Acolher o masculino. Ser humano. Ser mulher. Ser humano.

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