Cuiabá, 22 de setembro de 2019

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Empresa que tenta assumir Ganha Tempo em MT é acusada de pagar propina no RJ

Empresa que tenta assumir Ganha Tempo em MT é acusada de pagar propina no RJ

Empresa é citada como participante de consórcio que pagou propina ao ex-governador Sérgio Cabral

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O Shopping Cidadão, empresa que tenta assumir o contrato do Ganha Tempo em Mato Grosso e realizou representação questionando resultado da licitação no Tribunal de Contas, faz parte do consórcio denunciado pelo Ministério Público Federal por pagamento de propinas ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

De acordo com o depoimento do ex-governador carioca, em maio de 2019,  ele recebeu R$ 1,5 milhão em propina para favorecer o grupo de empresários do Consórcio Agiliza Rio, o qual o Shopping Cidadão faz parte, na licitação do serviço Poupatempo. 

A licitação foi ganha pelo Consórcio formado pelas empresas, além do Shopping Cidadão, CEI Shopping Centers, Business to Business Informática do Brasil, Bequest Soluções e EBIG Empresa Brasileira de Infraestrutura e Gestão (EBIG), que tem como sócio Georges Sadala. 

Georges Sadala era o responsável pelo Rio Poupatempo na gestão do Cabral. O empresário tem 25% de participação no consórcio, que recebeu em quatro anos R$ 56,8 milhões do estado do Rio de Janeiro. “Houve uma determinação minha para que ganhasse o consórcio pertencente ao senhor Jorge Sadala”, disse Cabral em depoimento na 7ª Vara Federal Criminal, no interrogatório da Operação C’est Fini.

Sadala venceu em 2009 a primeira licitação para o Poupa Tempo. De acordo com o Ministério Público Federal, de 2009 até 2017, os negócios do empresário evoluíram no Rio de Janeiro: ele recebeu R$ 3,3 milhões em 2009, R$ 22,4 milhões em 2010, R$ 24,2 milhões em 2011 e R$ 6,9 milhões em 2012. O programa, segundo o próprio Sadala, é liderado pelo Shopping Cidadão, de São Paulo.

Antes de se tornar EBIG, a empresa  se chamava Gelpar Empreendimentos e Participações LTDA, integrada por Sadala e, somente em 2014, foi transformada em Empresa Brasileira de Infraestrutura e Gestão. Em 2016, a EBIG foi incorporada pelo Shopping do Cidadão Serviços e Informática S/A. 

Em 2017, Sadala foi um dos empresários presos na operação C’est Fini, uma das fases da Lava Jato, que investiga pagamento de propinas no Rio de Janeiro. Sadala ganhou fama após o episódio que ficou conhecido como “farra dos guardanapos”, jantar ocorrido em 2009 no Hotel Ritz, em Paris.

Durante seu depoimento ao MPF, Cabral revelou ainda que tem um terreno em Ipanema e um prédio comercial na Barra da Tijuca em sociedade com Sadala. “Eu sou proprietário de metade deste terreno e também de um prédio comercial que nós compramos na planta na Barra da Tijuca, de mais ou menos mil metros quadrados. Isto perfaz um valor em termos de propina de cerca de R$ 6,5 milhões”, apontou.

GANHA TEMPO

Em Mato Grosso, o Shopping Cidadão foi a empresa responsável pela elaboração do projeto do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para a concessão do Ganha Tempo estadual. Mesmo tendo elaborado o projeto, a empresa ficou em segundo colocação, oferecendo um custo de R$ 49 milhões a mais para o Estado, em relação a segunda colocada para a exploração do serviço, conforme apontado pelo conselheiro do TCE-MT, Isaias Lopes da Cunha.

O Consórcio Rio Verde foi a vencedora do certame e esta sendo acusada pelo Shopping Cidadão de ter apresentado atestados falsos para a ganhar a licitação. O Consórcio Rio Verde, liderado pela Pro-jecto que atua há 35 anos no mercado, já desempenha uma série de atividades no formato ‘Poupatempo’, em 41 unidades de atendimentos espalhadas em três estados brasileiros.

A Representação de Natureza Externa está sendo analisada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso e o relator do processo, conselheiro Isaias da Cunha, já votou pelo indeferimento da Representação e manutenção do Consórcio Rio Verde na administração do Programa Ganha Tempo. O julgamento está suspenso em razão do pedido de vistas do conselheiro João Batista Camargo que preferiu analisar  melhor a documentação em relação ao Fator 12 - requisito na licitação que pediu apresentação de fichas técnicas de profissionais especializados, sendo um Coordenador e um Supervisor de Atendimentos

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