Cuiabá, 19 de abril de 2018

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Especialista defende que espaços urbanos sejam ocupados pela população

Assessoria
Especialista defende que espaços urbanos sejam ocupados pela população

Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso, Wilson Fernando Vargas de Andrade (foto), obras urbanas devem ser pensadas como espaços de cidadania

DA ASSESSORIA DA ASSESSORIA

O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso (CAU/MT), Wilson Fernando Vargas de Andrade, reforçou a necessidade de as obras urbanas serem pensadas como espaços de cidadania, com intervenções que favorecem o uso social pelas pessoas.

A reflexão foi feita em função de uma proposta de revitalização da região no centro de Cuiabá, popularmente conhecida como Ilha da Banana, apresentada, recentemente, pela Secretaria de Estado das Cidades (Secid-MT). Na ocasião, o presidente do CAU/MT argumentou que os espaços públicos precisam ser projetados de forma a incentivar o uso coletivo, gerando qualidade de vida.

O projeto-base apresentado foi elaborado em 2014 pelo consórcio responsável pela obra de implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá. A área em questão possui 10 mil metros quadrados e está localizada entre as Igrejas do Rosário e São Benedito e o Morro da Luz. A proposta é rebatizar o local como Largo do Rosário, onde será construída uma praça, com espaço para celebração da cultura cuiabana. 

O desafio de tornar as cidades mais inclusivas é parte principal da Nova Agenda Urbana — documento que vai orientar a urbanização sustentável pelos próximos 20 anos, resultante da Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável – Habitat III, realizada em 2016, no Equador. 

De acordo com o presidente do CAU/MT, que participou do evento, os esforços deverão se concentrar na tarefa de pensar a maneira como as cidades são planejadas, financiadas, desenvolvidas e administradas. 

Entre as questões incluídas nesse documento está a igualdade de oportunidades de uso para todos, o fim da discriminação territorial, a importância de cidades mais limpas, a redução das emissões de carbono, o respeito aos direitos dos refugiados e migrantes, e a implementação de iniciativas sustentáveis e de conectividade urbana.

A perspectiva da Secretaria das Cidades de Mato Grosso é dar início às obras no Largo do Rosário em 2018. Por enquanto, o projeto está recebendo contribuições.

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